sexta-feira, 28 de maio de 2010

Documentos revelam que Israel possui armas nucleares, diz 'The Guardian'


Segundo jornal britânico, país ofereceu armamentos para a África do Sul em 1975



estadão.com.br

SÃO PAULO- Documentos secretos sul-africanos revelam que Israel ofereceu a venda de armas nucleares para o regime do apartheid, segundo o jornal britânico The Guardian. Esta é a primeira prova oficial de que o Estado judeu possui armas nucleares.

Veja também:

especialEspecial: Os últimos eventos da crise nuclear

As ultra-secretas atas de reuniões entre oficiais dos dois países em 1975 evidenciam que o então ministro de Defesa da África do Sul, PW Botha, solicitou as armas, e Shimon Peres, então colega de Botha e atual presidente israelense, respondeu com uma oferta de armas "em três tamanhos". Os dois também assinaram um acordo militar que deveria permanecer secreto.

Os documentos, descobertos por um acadêmico americano, Sasha Polakow-Suransky, em uma pesquisa para um livro sobre a relação entre os dois países, são a primeira evidência de que Israel têm armas nucleares, apesar de sua política de "ambiguidade", que não confirma, nem nega a possessão de tais artefatos.

As revelações serão embaraçosas para o governo de Israel, particularmente nesta semana em que discussões sobre não proliferação nuclear em Nova York irão focar no Oriente Médio.

Elas também desacreditam Israel, que até então afirmava que, se realmente possuísse tais armamentos, não iria usá-los erroneamente, enquanto países como Irã não seriam confiáveis.

Segundo os documentos sul-africanos, o país queria armas nucleares para possíveis ataques a nações vizinhas.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,documentos-revelam-que-israel-possui-armas-nucleares-diz-the-guardian,555664,0.htm


Mais (em inglês): http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/04/28/AR2006042801326.html

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Richard Goldstone será banido de cerimônia de neto


O magistrado sul-africano Richard Goldstone não poderá participar da cerimônia de Bar Mitzvá de seu neto.

Goldstone, que é judeu, foi o responsável pela elaboração do relatório de investigações de crimes de guerra ocoridos na última guerra de Israel contra Gaza.

A Federação Sionista Sul-Africana declarou que não irá permitir a presença dele no evento.
A cerimônia religiosa judaica, realizada aos 13 anos para os meninos e aos 12 para as meninas, marca a "maioridade" do judeu diante dos compromissos de sua comunidade, passando a ser responsável por seus atos.

Histórico

Não é a primeira que retaliações deste tipo ocorrem contra judeus.

Em 2007, Ilan Pappé, um historiador judeu-israelense, foi obrigado a deixar Israel. Após emprestar solidariedade aos palestinos e declarar apoio às medidas de boicote à mercadorias israelenses por suas políticas de apartheid, ele passou a ser ameaçado diariamente, o que motivou sua saída do país.

Norman Finkelstein, proeminente cientista político judeu-estadunidense e filho de sobreviventes do Holocausto, foi detido por vinte e quatro horas e posteriormente banido de Israel por dez anos, em maio de 2008. A motivação foram os livros com críticas à Israel. (Mais informações: http://www.guardian.co.uk/world/2008/may/26/israelandthepalestinians.usa )

Em dezembro de 2008, Richard Falk, professor de Direito Internacional judeu-estadunidense e, à época, Relator da Organização das Nações Unidas (ONU), no exercício de seu mandato foi detido por quinze horas em Israel. (Seu relato pode ser lido aqui: http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2008/dec/19/israel-palestinian-territories-united-nations )

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ordem militar israelense permitirá deportar todo palestino da Cisjordânia

11/04/2010 - 07h52


da Efe, em Jerusalém

Uma nova ordem militar de Israel permitirá capturar ou deportar todo palestino residente no território ocupado da Cisjordânia que não tenha uma permissão emitida pelas autoridades israelenses, denunciam neste domingo ONGs locais.

A nova ordem entrará em vigor na próxima terça-feira e sua redação é tão geral que teoricamente permitirá ao Exército israelense deportar todos os habitantes palestinos da Cisjordânia, afirma a ONG israelense "Hamoked", o Centro para a Defesa do Indivíduo.

A Hamoked denuncia junto a outras nove ONGs que a disposição militar não foi anunciada entre a população palestina como seria desejável, o que eleva a suspeita de que, apesar das sérias implicações que traz, as autoridades tentam fazê-la passar de forma secreta para evitar o debate público ou uma eventual revisão judicial.

Em um documento, as ONGs exortaram o Ministério da Defesa a atrasar a entrada em vigor do ordem, que transformará todos os moradores da Cisjordânia em potenciais criminosos que podem ser aprisionados até sete anos ou deportados desse território.

Destinada a impedir as infiltrações no território ocupado, a ordem define todos os residentes palestinos desse território como "infiltrados".

"As ordens mudam a definição de infiltrados, e de fato, se aplicam a todos que se encontrem na Cisjordânia e não tenham uma permissão israelense, embora não defina o que Israel considera como permissão válida", declaram.

A ONG acrescenta que a grande maioria dos habitantes da Cisjordânia, onde moram 2,5 milhões de habitantes, nunca procurará nenhum tipo de permissão para morar ali.

As organizações denunciam que a atual política será empregada inicialmente com os palestinos que se encontram na Cisjordânia e que Israel quer transferí-la para a Faixa de Gaza, apesar do fato de que muitos deles nasceram na Cisjordânia ou se instalaram ali de forma legal.

Também tenta expulsar estrangeiros casados com palestinos da Cisjordânia que estão no exterior, situação que afeta dezenas de milhares pessoas.

"Em todo caso, a definição de infiltrado expõe o indivíduo a penas de entre três e sete anos de prisão e poderia a princípio ser aplicada a qualquer pessoa que o Exército considere, incluindo israelenses e internacionais que estejam presentes na Cisjordânia", assegura o comunicado.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Israel libera embargo em caso de jornalista acusada de espionagem



08/04/2010 - 15h25
GUILA FLINT
de Tel Aviv para a BBC Brasil



A Justiça de Israel suspendeu nesta quinta-feira uma liminar que proibia a publicação pela imprensa israelense de informações sobre o caso de uma jornalista acusada de roubar e expor documentos militares secretos.

A proibição, imposta há quatro meses, foi suspensa após semanas de intensa pressão de órgãos da imprensa do país, que acusavam o governo de censura.

A jornalista Anat Kam, de 23 anos, foi acusada pelo serviço de inteligência interna de Israel, o Shin Bet, de ter roubado, durante seu serviço militar, mais de 2.000 documentos secretos das Forças Armadas de Israel.

Os documentos, segundo especialistas, teriam informações sobre como militares israelenses violaram regras sobre assassinato de militantes.

Kam --que trabalhou como jornalista para o site de notícias Walla-- foi acusada de "espionagem grave", e relatos da imprensa israelense afirmam que ela teria ficado sob prisão domiciliar por quatro meses.

A proibição de divulgação do episódio despertou críticas da imprensa e de juristas locais, que acusaram as autoridades de ferir a liberdade de expressão e o direito do público israelense de receber informação, especialmente devido ao fato de que as informações estavam sendo divulgadas no exterior.

O jornal de maior tiragem de Israel, "Yediot Ahronot", dedicou na última terça-feira uma página inteira a um protesto contra a proibição do governo, publicando um texto totalmente fragmentado e quase ininteligível em que mais de metade das palavras apareciam cobertas por retângulos negros.

O caso foi amplamente divulgado pela imprensa estrangeira, mas a Justiça israelense só permitiu nesta quinta-feira que o público israelense tomasse conhecimento do conteúdo do que ficou conhecido no país como "episódio enigmático".

Continua: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u718081.shtml

sexta-feira, 26 de março de 2010

25/03/2010 - 08h55

Levantamento inédito revela 57 mil imóveis israelenses na Cisjordânia

Um levantamento inédito realizado por um instituto de pesquisa israelense revela que há pelo menos 57.309 imóveis de colonos ou do governo israelenses nos territórios palestinos ocupados na Cisjordânia.

São 32.711 apartamentos, 22.997 casas, 187 shopping centers, 127 sinagogas, 717 instalações industriais, 15 salões de festas, 344 jardins de infância e 211 escolas.

Instituto Macro
Levantamento mostra que há pelo menos 57.309 imóveis de colonos ou do governo israelenses na Cisjordânia ocupada
Levantamento mostra que há pelo menos 57.309 imóveis de colonos ou do governo israelenses em território na Cisjordânia ocupada

Cerca de 500 mil cidadãos israelenses moram em assentamentos nos territórios ocupados, 300 mil deles na Cisjordânia e 200 mil em Jerusalém Oriental, que não foi mapeada.

A pesquisa foi realizada pela instituto de economia política Macro, que usou imagens de satélite pra registrar todos os assentamentos.

Custos

De acordo com o instituto, o custo direto da construção dos assentamentos para o governo de Israel foi de cerca de US$ 17 bilhões --valor que não inclui os gastos com a segurança dos complexos.

De acordo com o diretor do instituto, Robi Nathanson, "a maioria dos assentamentos é atrativa para os israelenses por razões econômicas".

Em entrevista ao site de noticias do jornal "Yediot Ahronot", Nathanson afirmou que "os governos de Israel criaram condições confortáveis para a colonização na Cisjordânia".

Nathanson explicou que os preços dos imóveis na Cisjordânia são "especialmente baixos", e os colonos desfrutam de "vias de acesso confortáveis para as grandes cidades (de Israel) que lhes possibilitam trabalhar dentro das fronteiras do Estado de Israel".

Um apartamento no grande bloco de assentamentos de Gush Etzion, a apenas 15 minutos de Jerusalém, pode custar menos de um quarto de preço de um apartamento semelhante na cidade.

A razão para o custo bem mais baixo dos imóveis nesses locais é o valor do terreno --que é considerado o componente mais caro no custo dos imóveis em Israel, pela alta densidade populacional.

Outra razão para o preço baixo são os amplos subsídios dados pelo governo israelense à construção na Cisjordânia, como parte de uma política de estímulo para que os cidadãos israelenses se mudem para lá.

As estradas asfaltadas que servem os colonos cobrem uma área de 1,02 milhão de metros quadrados.

Barreira

Instituto Macro
entre os imóveis estão 32.711 apartamentos, 22.997 casas, 187 shopping, 127 sinagogas, 717 instalações industriais e 15 salões
Entre os imóveis estão 32.711 apartamentos, 22.997 casas, 187 shopping, 127 sinagogas, 717 instalações industriais e 15 salões

Os pesquisadores também afirmam que, desde 2004, o governo de Israel passou a dar preferência à construção de assentamentos que ficam do lado oeste da barreira israelense na Cisjordânia, de acordo com o plano, já manifestado desde o governo do ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, de anexar esses territórios a Israel.

Nos últimos seis anos, assentamentos do lado leste da barreira receberam menos investimentos por parte do governo, pois de acordo com a avaliação das lideranças israelenses, esses territórios provavelmente serão devolvidos aos palestinos quando houver um acordo de paz.

A barreira construída por Israel na Cisjordânia, formada por muros e cercas, tem um traçado que atravessa o território palestino, anexando, na prática, cerca de 15% das terras ao lado israelense.

De acordo com o governo israelense a barreira não foi construída para anexar terras, mas sim por razões de segurança e para impedir a entrada de homens-bomba palestinos no território israelense.

O Conselho da Judeia e Samaria, principal organização que representa os colonos, acusou o instituto Macro de ser "um grupo de esquerda não-confiável".

De acordo com porta-vozes do Macro, "trata-se de um instituto acadêmico, apolítico e independente".

quinta-feira, 25 de março de 2010

Conselho de Direitos Humanos da ONU aprova 3 resoluções em que Israel é condenado

24 . Março . 2010 - Israel foi condenado por suas políticas nos territórios ocupados sírios e palestinos.


The United Nations Human Rights Council passed three resolutions on Wednesday condemning Israel over its policies related to what it called Palestinian and Syrian territories, but the United States voted against them all.

Uma resolução sobre "graves violações de direitos humanos" cometidas pelas Forças Armadas de Israel nos territórios palestinos foi aprovada por 31 votos favoráveis, 9 votos contrários e 7 abstenções no Conselho de 47 membros. Esta resolução demanda que Israel encerre a ocupação dos territórios palestinos invadidos em 1967. A mesma resolução instou Israel à parar os ataques aos civis palestinos e interromper a sistemática destruição de sua herança cultural, suspender as agressões militares em terras palestinas e acabar com o bloqueio de Gaza.

Outra resolução convidou Israel a interromper a construção de todos os assentamentos e o desmantelamento das colônias já existentes. Esta resolução foi aprovada por 45 votos favoráveis, encontrando a oposição apenas dos EUA.

A última resolução condenou Israel por sistemáticas violações de direitos humanos nas Colinas Golã, território sírio.

Presidente do Brasil faz duras críticas

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi firme nesta quinta-feira ao comentar a maneira como está sendo conduzido o processo de paz no Oriente Médio e sobre as críticas que tem sofrido por sua aproximação com países árabes e o Irã.

Ele também disse que o Brasil pode dar "uma contribuição extraordinária" para a construção da paz no Oriente Médio, durante discurso na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, onde recebeu uma homenagem no Dia Nacional da Cultura Árabe.

"A subserviência é de tal ordem que as pessoas acham que o acordo de paz no Oriente Médio depende dos Estados Unidos ou da União Europeia", disse Lula.

"A ONU tem a responsabilidade de trabalhar pela questão da paz. Não é uma questão bilateral, é uma questão multilateral (...) A paz no Oriente Médio não depende do estado de espírito de um governo americano ou de um governo europeu", afirmou.

O presidente também disparou seu arsenal de críticas aos que consideram sua visita ao Irã um erro. Lula recebeu seu colega iraniano Mahmoud Ahmadinejad no ano passado, em Brasília, e vai retribuir a visita indo em maio a Teerã.

"Eu vou lá porque não quero que aconteça com o Irã o que aconteceu no Iraque (...) porque aquela guerra no Iraque foi consequência de duas grandes mentiras contadas para a humanidade", afirmou.

Lula se referia a uma alegação dos Estados Unidos de que o regime de Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa e que a derrubada do ditador pacificaria o país.

O Irã está no centro de um impasse nuclear com as potências ocidentais, que acusam a República Islâmica de querer enriquecer urânio para a construção de armas nucleares.

O governo iraniano, no entanto, alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos, e o Brasil tem insistido que é preciso investir no diálogo para resolver o impasse ao invés de impor sanções, como defende o Ocidente.

"Vou lá para dizer ao presidente Ahmadinejad: sou contra você ter armas nucleares, mas sou a favor de você enriquecer urânio como o Brasil enriquece", disse Lula.

O presidente, que na semana passada visitou Israel, também atacou o Estado judeu por conta do muro que o separa dos territórios palestinos.

"Um muro dentro de Israel não é uma coisa nobre no século 21. Eu me senti em uma eclusa".

O presidente contou que para sair e entrar em Israel em direção ou voltando dos territórios palestinos teve de sair de um carro, passar por uma cancela e, em seguida, entrar num outro carro no outro lado da fronteira.

domingo, 7 de março de 2010

Cerco em Gaza completa 1000 dias

O cerco em Gaza completou 1000 dias em 08 de março de 2010.

Desde o início, 500 pessoas morreram como conseqüência do cerco, a maioria deles pacientes que não puderam receber tratamento médico adequado.

140.000 pessoas, o que corresponde à 80% da força de trabalho de Gaza, também está desempregada pelo estrangulamento.

Quase nenhum material de construção é permitido, impedindo a reconstrução após a Guerra em Gaza (Dezembro de 2008 - Janeiro de 2009). A região sofre constantes blackouts, uma vez que o combustível para as estações de energia elétrica, é impedido de ser comercializado por Israel.

Menino de 12 anos preso em Hebron .

Hebron - Ma'an - Uma criança de Hebron teve sua prisão prorrogada na quarta-feira enquanto estava perante um tribunal militar israelense na prisão de Ofer, por alegadamente atirar pedras contra as forças israelenses.

O pai de Al-Hassan, 12, Al-Fadl Muhtaseb disse que seu filho não tinha sido acusado de nenhum crime, mas ainda assim teve sua pena estendida.

"Meu filho foi levado a tribunal com ambas as mãos e os pés algemados. Ele estava com muito medo dos soldados ao redor dele. É irônico que o juiz estendeu sua detenção até domingo até que seja emitida uma acusação contra ele".

Al-Mutaseb foi convidado a pagar uma multa de 5.000 shekels, que foi posteriormente reduzido para 2.000 shekels. " que a lei permite que uma criança seja julgada em tribunal e, em seguida, pede a seu pai a pagar uma multa? Eu não vou pagar a multa, e você tem que liberar o meu filho."

"Esta é a lei de ocupação de Israel", disse o pai.

O advogado que representa a Al-Hassan, Lea Tsemel, entregou a criança um pequeno balão que retirou de sua pasta para ele brincar, que trouxe o riso para a sala de tribunal. O juiz teria tentado esconder o rosto quando o brinquedo foi dado ao menino.

Al-Hassan foi detido na segunda-feira com seu irmão Al-Amir, 9, que mais tarde foi liberado.

De acordo com o artigo 37 da Convenção da ONU sobre os Direitos da criança, que Israel ratificado em 3 de outubro de 1991, "A prisão, detenção ou prisão de uma criança deve estar em conformidade com a lei e devem ser utilizados apenas como uma medida de último recurso e pelo menor período de tempo adequado

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Colonos judeus-israelenses atacam o Exército (de Israel!)

Um soldado e dois policias de fronteira foram feridos na Cisjordânia (Palestina Ocupada) na quarta-feira (18.fev.2010) quando colonos judeus-israelenses confundiram as operações de exercício militares com uma tentativa de removê-los de onde ilegalmente ocupam.

Cerca de trinta jovens colonos atacaram os soldados e forças policiais com pedras – aparentemente temendo as recentes tentativas de remoção de colônias mais profundas dos territórios palestinos.

A turba furou os pneus dos veículos militares e bloqueou a entrada do assentamento, impedindo que os militares deixassem a localidade.

O exército israelense (de ocupação) condenou o ataque.

Fonte: Haaretz - http://www.haaretz.com/hasen/spages/1150499.html

domingo, 7 de fevereiro de 2010

International Solidarity Movement - Nota oficial

Soldados israelenses atacaram um apartamento em Ramallah (cidade na Cisjordânia, Palestina Ocupada) durante a madrugada para capturar uma ativista australiana e uma jornalista espanhola sob a acusação de que estariam com seus vistos expirados, em violação direta aos Acordos de Oslo.

Tradução: Blog Apartheid na Palestina - http://apartheidnapalestina.blogspot.com/ ; notícia original em http://palsolidarity.org/2010/02/11224 - International Solidarity Movement.

Para divulgação imediata.


Às três da manhã do dia 07 de fevereiro de 2010 (domingo), o exército israelense violentamente entrou no apartamento situado na área A da cidade de Ramallah e prendeu dois ativistas do Movimento de Solidariedade Internacional sob alegação de que estavam permanecendo no país com vistos expirados. A jornalista espanhola Ariadna Jove Marti e a australiana Bridgette Chappell, que estudava na universidade palestina Beir Zeit, foram levadas para a prisão militar de Ofer, localizada dentro dos territórios palestinos ocupados, de onde foram enviadas para uma unidade da polícia de imigração israelense.

O ataque a detenção das duas é uma violação direta dos Acordos de Oslo entre Israel e a Autoridade Palestina, com clara proibição de incursões israelenses em cidades de Área A por razões que não tenham urgência ou estejam diretamente relacionadas às questões de segurança, como é o caso de supostos vistos espirados de estrangeiros.

A prisão de hoje seguem o padrão de detenção e deportação ilegal da cidadã checa Eva Nováková sob circunstâncias similares, ocorridas no último mês.

De acordo com Ryan Olander, um cidadão estadunidense e ativista do movimento de solidariedade à Palestina que também estava no local, cerca de dez soldados entraram à força no apartamento e requisitaram os passaportes de todos que estavam presentes. Em seguida, as duas foram informadas de sua prisão por estarem com vistos vencidos. Os soldados confiscaram as câmeras, computadores e documentos do movimento de solidariedade, como banners pró-Palestina e formulários de registro de voluntários.

Após as prisões, Olander declarou "que a operação é uma continuação da tentativa de Israel de esmagar os movimentos de base contra a ocupação. Isto é uma cínica e injusta tentativa de esconder a realidade da ocupação e impedir o acesso às informações por parte da comunidade internacional".

As tentativas israelenses de deportar estrangeiros envolvidos em trabalhos de solidariedade são parte de uma recente campanha para acabar com movimentos sociais palestinos e protestos. Estes protestos vêm desencadeando prisões em massa, realizadas pelas forças de ocupação contra os organizadores e participantes. Nos últimos dez meses, a polícia israelense de imigração prendeu ilegalmente e tentou deportar quatro outros ativistas estrangeiros.

A ocupação se desespera e passa a atacar estrangeiros

Os Militares da Força de Ocupação Israelense prenderam, neste domingo (07 de fevereiro de 2010), dois ativistas pró-palestinos durante uma operação na cidade de Ramallah, na Cisjordânia (Palestina Ocupada).

As forças de ocupação constantemente invadem o território para sequestrar palestinos acusados de "atividade militante", em outras palavras, de contestarem a ocupação criminosa que Israel mantém. Este domingo, as tropas de ocupação invadiram a região pela terceira vez para buscar e capturar estrangeiros sob a acusação de que teriam seus vistos expirados.

Os ativistas presos são membros do Movimento de Solidariedade Internacional (International Solidarity Movement), um grupo envolvido em protestos contra o muro que Israel segue construindo para isolar os palestinos, muro já declarado ilegal pela Corte Internacional de Justiça em 2004.

O advogado dos ativistas, Omer Shatz, declarou acreditar que seus clientes foram alvos da operação em decorrência de suas atividades políticas.

Nos últimos meses, Israel intensificou sua campanha de prisões contra aqueles envolvidos em protestos contra o muro do apartheid, cuja construção e anexação de terras palestinas prossegue.

O jornal Haaretz noticiou que na última semana, a polícia de imigração israelense promoveu uma série de incursões contra estrangeiros residindo na Palestina Ocupada, em várias das cidades palestinas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Novas leis de apartheid em Israel

Por Jonathan Lis, do Haaretz.

A Comissão de Constituição e Legislação do Parlamento de Israel (Knesset) teve um debate no dia 22/12/2009 em torno de dois projetos de leis que permitirão comunidades israelenses de "selecionar" os seus residentes.

As propostas de lei surgem entre a controvérsia em que comunidades judaicas do norte recusaram a entrada de árabes-israelenses para morarem nessas cidades.

As leis foram apresentadas pelos parlamentares Israel Hasson e Shai Hermesh, ambos do partido Kadima (partido político declarado de centro, fundado por Ariel Sharon) e o presidente da Comissão de Constituição, o deputado David Rotem, do partido Yisrael Beiteinu (Israel é nosso lar, partido de extrema-direita). A lei foi proposta após uma declaração do Alto Tribunal de Israel de que comitês para selecionarem habitantes são ilegais.

O parlamentar árabe-israelense Ahmed Tibi (também presidente do partido Ta'al, Movimento Árabe para Renovação) condenou as leis que já foram preliminarmente aprovadas. Ele declarou que as leis permitirão uma prática sistemática de racismo: "O racismo está sendo aprovado. Há um fluxo de leis racistas; vocês sequer se envergonham."

Ele afirmou que "[Israel] é um país judeu e democrático: democrático para os judeus e judeu para os árabes". Ahmed Tibi conclui apontando que se a declaração de independência israelense fosse ser votada hoje, não seria aprovada.

Os projetos de leis permitirão que assentamentos e comunidades, como moshavim, desqualifiquem candidatos sob o fundamento de "status econômico" ou "incompatibilidade com o estilo de vida da comunidade". O debate rapidamente evoluiu para o fato de que comitês internos terão habilidade de impedir que árabes-israelenses comprem terras ou construam casas se assim for decidido por esses grupos.


Fonte: Haaretz - http://www.haaretz.com/hasen/spages/1136867.html

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Judaísmo radicalizado: Rabinos incitam soldados

Dec 31, 2009 23:56 | Updated Jan 2, 2010 8:48
Ex-IDF rabbis: Halacha is above military orders
By MATTHEW WAGNER

http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1261364566025&pagename=JPost/JPArticle/ShowFull


A group of seven former IDF rabbis, including the former chief rabbis of the air force, the navy and the IDF Educational Division, have declared that in situations where Halacha and military orders clash, Halacha takes precedence. (...) The letter is signed by former IDF deputy chief rabbi Yosef Harel, former navy chief rabbi Meir Keller, former ground forces chief rabbi Yosef Wasserman, former Education Division chief rabbi Yehiel Farber, former Home Front Command chief rabbi Shlomo Garbarchik, former air force chief rabbi Avshalom Katzir and LAHAV's chairman Chief Rabbi (res.) Pini Isaac.



Ex-rabinos das Forças Armadas (de Ocupação) de Israel: "Halacha (Lei Religiosa do Judaísmo) está acima de ordens militares"



Um grupo de sete ex-rabinos das Forças Armadas (de Ocupação) de Israel, incluindo o chefe de rabinos da aeronáutica, da marinha e da Divisão de Educação das Forças Armadas, declararam que em situações onde a Lei Religiosa Judaica e as ordens militares se chocarem, a religião deve prevalecer.

(...)

A carta é assinada pelos rabinos Yosef Harel (ex-rabino chefe das Forças Armadas), Meir Keller (ex-rabino chefe da Marinha), Yosef Wasserman (ex-rabino chefe das Forças de Terra),Yehiel Farber (ex-rabino chefe da Divisão de Educação das Forças Armadas), Shlomo Garbarchik (ex-rabino chefe do Comando da Frente do Lar), Avshalon Katzir (ex-rabino chefe da Aeronáutica) e o presidente da LAHAV o rabino Pini Isaac.

LAHAV é uma organização de ultra-direita que "busca fortalecer o judaísmo nas forças armadas de Israel".

A carta, assinada por proeminentes e influentes rabinos israelenses, é um novo marco no radicalismo judaico em Israel, apelando para a desobediência e subversão dentro das forças armadas contra uma eventual retirada de colonos judeus-sionistas dos territórios palestinos ocupados.

No mês de novembro de 2009, um grupo de soldados israelenses se recusou a cumprir a ordem de demolição de casas de colonos judeus-israelenses contruídas ilegalmente na Cisjordânia ocupada, o que foi o estopim e revela a dimensão da atual crise entre grupos religiosos e as forças armadas.

A radicalização foi ainda demonstrada no discurso do Rabino-Chefe das Forças Armadas (de Ocupação) de Israel, o Brigadeiro-General Avichai Rontzki declarou que soldados que "demonstram misericórdia ao inimigo serão amaldiçoados". Durante a Guerra em Gaza (Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009), Rontzki clamou os soldados israelenses a não demonstrarem perdão ou preocupação com o inimigo.

Em dezembro de 2009, um manifesto assinado por 35 rabinos ultra-nacionalistas e chefiados pelo ex-Grão Rabino de Israel, Avraham Shapira já havia sinalizado em igual sentido, afirmando que "[a] obrigação em relação aos mandamentos da Torah antecede qualquer outra lei de instituições civis ou ordem do governo".

Em manifesto organizado por estudantes judeus-israelenses secundaristas que estão às vésperas do alistamento militar obrigatório, declararam em carta entregue ao governo de Israel que "[o]rdens de retirar assentamentos representam uma violação grave do mandamento da Torah de colonizar a terra de Israel".

No dia 1o de dezembro (2009), O "Conselho da Judéia e Samaria" (nomes pelos quais os sionistas se referem aos territórios palestinos ocupados) já havia afirmado que iriam prosseguir com a invasão das terras árabes-palestinas: "Vamos continuar a construção do país com ou sem o governo", anunciaram os líderes dos colonos. A decisão do governo prejudica os direitos básicos de mais de 300 mil israelenses que moram em Judeia e Samaria e promove a criação de um Estado palestino no coração da terra de Israel".

Dando força ao movimento religioso ultra-ortodoxo e nacionalista-radical, o ministro da Justiça de Israel, Yacov Ne'eman, defendeu em 8 de dezembro (2009) a transformação da Halacha (conjunto de leis ortodoxas) na legislação oficial israelense.

Atualmente existem 300 mil colonos judeus-israelenses ocupando ilegalmente áreas palestinas na Cisjordânia. Essa invasão e ocupação impede a continuidade territorial de um eventual Estado palestino. As colônias judaico-israelenses também são fontes de conflitos, uma vez que servem de postos avançados de Israel para o controle de recursos hídricos e do deslocamento de palestinos.


Veja também:

Soldados israelenses recusam ordem de demolir casas de colonos - http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u653209.shtml

IDF Chief Rabbi: Troops who show mercy to enemy will be 'damned' (Rabino-Chefe das Forças Aramadas: Soldados que demonstrarem misericória para com o inimigo serão amaldiçoados) - http://www.haaretz.com/hasen/spages/1128144.html

Colonos desafiam congelamento de assentamentos na Cisjordânia - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091201_israelassentamentos_gf.shtml

Extrema direita de Israel quer ‘clima de guerra’ contra paralisação em assentamentos - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091224_israelassentamentos_gf.shtml

Ministro israelense defende teocracia no país - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091208_israelleitorah_gf.shtml

31/12/2009 - 12h57

Prefeito de Jerusalém diz que críticas não frearão as construções


O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, disse ontem (30) que as críticas dos Estados Unidos não terão nenhum impacto na ordem para construir novas casas na parte oriental da cidade. Para o prefeito, a exigência de que as obras parem "não seria legal em nenhum país do mundo".

Recentemente, o Ministério de Habitação de Israel lançou licitação pública para a construção de 700 casas para colonos na parte oriental da cidade, ocupada em 1967 na Guerra dos Seis Dias e anexada posteriormente por Israel, que considera a cidade "indivisível". Em novembro, Israel já havia anunciado a construção de 900 casas em Gilo, ao sul de Jerusalém.

Foi em visita a Gilo, acompanhado do jornal israelense "Ha'aretz", que o prefeito falou sobre a suposta inocuidade da exigência americana.

Para os EUA e boa parte da comunidade internacional, a expansão de colônias judaicas em territórios palestinos ocupados em 1967 é um dos principais obstáculos para a retomada das negociações da paz. Os palestinos acusam Israel de buscar, com essas obras, inviabilizar a construção de um Estado palestino anexo, com Jerusalém Oriental como capital.

Cerca de 300 mil colonos vivem atualmente na Cisjordânia, além de 180 mil judeus israelenses que vivem em Jerusalém Oriental.

Na segunda-feira (28), o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, manifestou a oposição do governo à construção de novos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, com maioria árabe. "O status de Jerusalém deve ser resolvido pelas partes diante das negociações e com o apoio da comunidade internacional", afirmou Gibbs em uma declaração por escrito.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, declarou no mês passado uma moratória de dez meses na construção de novas casas para colonos na Cisjordânia, mas a pausa não incluiu prédios públicos, casas cujos alicerces já foram colocados, nem Jerusalém Oriental.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curiosidade Histórica

Em 7 de fevereiro de 1949, o Governo brasileiro reconheceu Israel como Estado. O ato gerou protesto oficial da embaixada egípcia no Brasil. Confira o Relatório do Ministério das Relações Exteriores que trata do assunto (uma página):

RELACOES EXTERIORES 1949, p. 31

domingo, 22 de novembro de 2009

Israel impede a saída de advogados de Direitos Humanos de Gaza

Bruxelas, Bélgica, Novembro de 2009


Israel negou autorização de saída para Hamdi Shaqura, Diretor de Desenvolvimento Democrático do Centro Palestino para Direitos Humanos ( http://www.pchrgaza.org/ ), e a Mahmoud Abu Rahma, Coordenador de Comunicação do Centro Al Mezan para os Direitos Humanos ( http://www.mezan.org/en/ ).

Ambos foram convidados para participar de um evento da União Européia para promoção e defesa dos Direitos Humanos que ocorreu em 16 e 17 de novembro em Talitha Kumi.

As autoridades israelenses negaram autorização alegando que haviam "fundamentos insuficientes para concessão de autorização".

Israel nega ser uma potência ocupante, mas o fato é que sua estrutura de segregação e isolamento é cada vez mais difícil de ser escondida. Com mais esta inconseqüente e brutal decisão, Israel demonstra claramente que Gaza é uma prisão a céu aberto, encarcerando defensores de Direitos Humanos enquanto proíbe a entrada da imprensa.

Fonte:

Cresce desigualdade entre árabes e judeus em Israel, diz relatório

20/11/2009 - 08h41


GUILA FLINT
de Tel Aviv para a BBC Brasil

Um relatório publicado pela ONG israelense Sikui apontou um crescimento da desigualdade entre cidadãos árabes e judeus de Israel nas áreas de saúde, moradia, trabalho e bem-estar social.

O relatório compara o investimento público destinado às duas populações e conclui que, de 2007 a 2008, a diferença em favor da população judaica aumentou em 2,8%.

De acordo com o relatório, em todos os parâmetros sociais, exceto na área da educação, existe uma tendência clara de aumento da desigualdade.

Um dos diretores da Sikui ("Chance", em tradução livre), Ron Gerlitz, disse que "as diferenças são alarmantes e aumentam a cada ano que passa; é necessário agir imediatamente para reduzi-las".

"Se o governo continuar agindo como age agora, as diferenças vão continuar aumentando. Os filhos dos cidadãos árabes crescem em casas mais pobres, suas escolas têm orçamentos menores e eles têm menos chances de estudar em uma universidade, não conseguem bons empregos e assim a pobreza se eterniza."

"Uma discriminação tão gritante não é saudável para a sociedade, a situação é perigosa e explosiva", advertiu Gerlitz.

Assistentes sociais

Na área do bem-estar social, a diferença entre os investimentos nas duas populações é particularmente alta e chega a 50%.

Cada assistentes social que trabalham em cidades árabes atende em média 500 pessoas. Já nas cidades de maioria judaica, o número de atendidos é de 330.

Na área da habitação as diferenças também são significativas. Em 2008 o Ministério da Habitação iniciou 13 vezes mais construções públicas para moradia da população judaica.

Os cidadãos árabes de Israel também sofrem com índices maiores de mortalidade infantil, em comparação com a maioria judaica.

Na população árabe o índice de mortes de recém-nascidos é de oito entre 1.000, já na população judaica o índice é de 3.2.

A única área na qual o relatório registrou uma diminuição das diferenças entre as duas populações é a da educação.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, no ano de 2008, houve uma ligeira redução das diferenças entre as duas populações. Mas eles afirmam que o nível da educação para os alunos árabes "ainda é muito mais baixo do que para os alunos judeus".

Segundo os pesquisadores, em 2008 houve uma melhora significativa no número de crianças árabes, na faixa etária de 3-4 anos, que foram integradas no sistema de Educação.

Porem, a ONG adverte que houve uma piora significativa no número de alunos árabes que conseguem obter o diploma de conclusão dos estudos secundários, de 49% em 2007 para 32% em 2008.

Tendencioso

O relatório também menciona o baixo número de funcionários estatais na população árabe.
Apenas 6% dos funcionários do Estado são cidadãos árabes, embora eles constituam 20% da população do país.

O diretor-geral do ministério do Bem Estar Social, Nahum Itzkovitz, afirmou que "o relatório da Sikui é tendencioso e apresenta dados incorretos".

"O governo vem fazendo esforços para reduzir as diferenças entre as duas populações e elas estão diminuindo", disse Itzkovitz à rádio estatal israelense.

"Recentemente aumentamos o numero de assistentes sociais para atender a população árabe", acrescentou.

Segundo o advogado Ali Haider, diretor da Sikui, os dados indicam que durante muitos anos os governos de Israel "ignoraram as necessidades da população árabe".


Fonte: Folha Online - http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u655180.shtml