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domingo, 7 de fevereiro de 2010

International Solidarity Movement - Nota oficial

Soldados israelenses atacaram um apartamento em Ramallah (cidade na Cisjordânia, Palestina Ocupada) durante a madrugada para capturar uma ativista australiana e uma jornalista espanhola sob a acusação de que estariam com seus vistos expirados, em violação direta aos Acordos de Oslo.

Tradução: Blog Apartheid na Palestina - http://apartheidnapalestina.blogspot.com/ ; notícia original em http://palsolidarity.org/2010/02/11224 - International Solidarity Movement.

Para divulgação imediata.


Às três da manhã do dia 07 de fevereiro de 2010 (domingo), o exército israelense violentamente entrou no apartamento situado na área A da cidade de Ramallah e prendeu dois ativistas do Movimento de Solidariedade Internacional sob alegação de que estavam permanecendo no país com vistos expirados. A jornalista espanhola Ariadna Jove Marti e a australiana Bridgette Chappell, que estudava na universidade palestina Beir Zeit, foram levadas para a prisão militar de Ofer, localizada dentro dos territórios palestinos ocupados, de onde foram enviadas para uma unidade da polícia de imigração israelense.

O ataque a detenção das duas é uma violação direta dos Acordos de Oslo entre Israel e a Autoridade Palestina, com clara proibição de incursões israelenses em cidades de Área A por razões que não tenham urgência ou estejam diretamente relacionadas às questões de segurança, como é o caso de supostos vistos espirados de estrangeiros.

A prisão de hoje seguem o padrão de detenção e deportação ilegal da cidadã checa Eva Nováková sob circunstâncias similares, ocorridas no último mês.

De acordo com Ryan Olander, um cidadão estadunidense e ativista do movimento de solidariedade à Palestina que também estava no local, cerca de dez soldados entraram à força no apartamento e requisitaram os passaportes de todos que estavam presentes. Em seguida, as duas foram informadas de sua prisão por estarem com vistos vencidos. Os soldados confiscaram as câmeras, computadores e documentos do movimento de solidariedade, como banners pró-Palestina e formulários de registro de voluntários.

Após as prisões, Olander declarou "que a operação é uma continuação da tentativa de Israel de esmagar os movimentos de base contra a ocupação. Isto é uma cínica e injusta tentativa de esconder a realidade da ocupação e impedir o acesso às informações por parte da comunidade internacional".

As tentativas israelenses de deportar estrangeiros envolvidos em trabalhos de solidariedade são parte de uma recente campanha para acabar com movimentos sociais palestinos e protestos. Estes protestos vêm desencadeando prisões em massa, realizadas pelas forças de ocupação contra os organizadores e participantes. Nos últimos dez meses, a polícia israelense de imigração prendeu ilegalmente e tentou deportar quatro outros ativistas estrangeiros.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Livni diz que árabes-israelenses deveriam viver no futuro Estado palestino

Livni diz que árabes-israelenses deveriam viver no futuro Estado palestino
Jerusalém, 11 dez (EFE) - A ministra de Exteriores israelense e chefe do governante partido Kadima, Tzipi Livni, afirmou hoje que a criação de um Estado palestino deveria servir como "solução nacional" aos cidadãos israelenses de origem árabe.
"Quando for criado o Estado palestino, poderei me dirigir aos cidadãos palestinos - que chamamos árabes-israelenses- e dizer-lhes: São moradores com os mesmos direitos, mas sua solução nacional está em outro lugar", afirmou Livni em visita a um colégio de ensino médio de Tel Aviv. E acrescentou em declarações transmitidas pela emissora do Exército israelense: "O princípio é a criação de dois Estados para dois povos (...). Este é meu caminho para um estado democrático". No último ano, Livni atuou como chefe da equipe negociadora israelense nas conversas de paz com a Autoridade Nacional Palestina (ANP), mas até o momento não fez comentários sobre os assuntos em discussão.
No entanto, não é a primeira vez que se refere nestes termos ao futuro dos árabes de cidadania israelense e que representam em torno de 20% da população do país, uma vez que for criado um Estado palestino.Em novembro, Livni recebeu muitas críticas por parte de deputados árabes do Parlamento israelense (Knesset) quando disse: "Deve ficar claro a todo mundo que o Estado de Israel é o lar nacional do povo judeu". A chefe da diplomacia israelense concorre às eleições gerais que serão realizadas em Israel no dia 10 de fevereiro, depois do líder do direitista Likud, Benjamin Netanyahu.

Transferência ou Expulsão?

In an interview Wednesday with the Israel's Knesset TV channel, controversial Likud figure Moshe Feiglin said Israel should formally annex the West Bank and pay each Palestinian family $250,000 to move away. "They want to emigrate," he said. "There are certainly countries who want to take them in," he said. Feiglin won the number 20 seat in this week's Likud primary (...)
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Em uma entrevista quarta-feira ao canal de televisão do parlamento (Knesset) da entidade sionista, o controverso membro do Likud (partido de "extrema-direita" [até onde é possível ser mais direita]) Moshe Feiglin diz que Israel deveria formalmente anexar a Cisjordânia e pagar para cada família palestina 250.000 novos shekels israelenses (o equivalente à aproximadamente 159.000 reais) para eles saírem do caminho. "Eles querem emigrar," ele disse. "Certamente existem países que querem pegá-los", ele disse. Feiglin ganhou o acento número 20 nas eleições primárias desta semana do partido (Likud). (...)
Cinco anos atrás, ele disse, em um manifesto publicado no site do partido (corrente Movimento da Liderança Judaica) que Israel deveria cortar a energia elétrica e água dos territórios palestinos, assim como cessar completamente o fornecimento de fundos, mercadorias e comunicação com a ANP. Ele ainda disse que "Não há um povo palestino e nem deve haver um Estado Palestino. Deveríamos oferecê-los direitos humanos sem direitos civis assim que eles provarem a lealdade ao Estado Judeu e aceitar a soberania Judia sobre suas terras."http://www.haaretz.com/hasen/spages/1045106.html

Israel proíbe partidos árabe-israelenses de concorrerem nas próximas eleições

13/01/2009
Israel bans Arab parties from running in upcoming elections
By The Associated Press - http://www.haaretz.com/hasen/spages/1054867.html
The Central Elections Committee on Monday banned Arab political parties from running in next month's parliamentary elections, drawing accusations of racism by an Arab lawmaker who said he would challenge the decision in the country's Supreme Court. The ruling, made by the body that oversees the elections, reflected the heightened tensions between Israel's Jewish majority and Arab minority caused by Israel's offensive in the Gaza Strip. Israeli Arabs have held a series of demonstrations against the offensive. Knesset spokesman Giora Pordes said the election committee voted overwhelmingly in favor of the motion, accusing the country's Arab parties of incitement, supporting terrorist groups and refusing to recognize Israel's right to exist. Arab lawmakers have traveled to countries listed among Israel's staunchest enemies, including Lebanon and Syria.
The 37-member committee is composed of representatives from Israel's major political parties. The measure was proposed by two ultranationalist parties but received widespread support. The decision does not affect Arab lawmakers in predominantly Jewish parties or the country's communist party, which has a mixed list of Arab and Jewish candidates. Roughly one-fifth of Israel's 7 million citizens are Arabs, and enjoy full citizenship rights. Arab lawmakers Ahmed Tibi and Jamal Zahalka, political rivals who head the two Arab blocs in the Knesset, joined together in condemning Monday's decision. "It was a political trial led by a group of Fascists and racists who are willing to see the Knesset without Arabs and want to see the country without Arabs," said Tibi. Together, the Arab lists hold seven of the 120 seats in the Knesset. Tibi said he would appeal to the high court, while Zahalka said his party was still deciding how to proceed. Pordes remarked that the last time a party was banned it was the late Rabbi Meir Kahane's Kach Party, a list from the 1980s that advocated the expulsion of Arabs from Israel.
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O Comitê Central Eleitoral nesta segunda (12/01/2009) baniu os partidos políticos árabes de participarem das eleições parlamentares no próximo mês, sob a acusação de racismo por parte de parlamentares árabes-israelenses, estes disseram que irão recorrer à Suprema Corte.
A regra, estabelecida pelo corpo que supervisiona as eleiÇões, reflete o aumento de tensões entre a maioria judaico-israelense e a minoria árabe-israelense depois da ofensiva na Faixa de Gaza. Árabes-Israelenses participaram de várias demonstrações contra a ofensiva.
O porta-voz do Parlamento (Knesset) Giora Pordes disse que o Comitê aprovou por esmagadora maioria a decisão, acusando os partidos árabes-israelenses de incitarem e apoiarem grupos terroristas que se recusam a reconhecer o direito de existência de Israel. Os parlamentares árabe-israelenses viajaram por vários países considerados como os maiores inimigos de Israel, incluindo Líbano e Síria.
O Comitê de 37 membros é composto de representantes dos maiores partidos políticos de Israel. A medida foi proposta por dois partidos ultranacionalistas mas receberam vasto apoio.
A decisão não afeta os parlamentares árabes-israelenses em partidos predominantemente judeus ou o partido comunista do país, que possui uma lista miscigenada de candidatos Árabes e Judeus. Aproximadamente um quinto da população de 7 milhões de pessoas são cidadãos de origens árabes, mas que gozam de cidadania israelense.
Os parlamentares árabes-israelenses Ahmed Tibi e Jamal Zahalka, rivais políticos que lideram o bloco árabe no Parlamento, se juntaram para condenar a decisão.
"Foi uma decisão política implementada por um grupo de fascistas e racistas que querem um Parlamento sem árabes e querem ver o país sem árabes." Disse A. Tibi.
Juntos, os árabes-israelenses possuem sete assentos de um total de cento e vinte no parlamento. A. Tibi disse que irá apelar à Suprema Corte, enquanto J. Zahalka disse que o partido ainda está decidindo sobre como agir.
G. Pordes relembrou que a última vez que um partido político foi banido foi sob iniciativa de Rabbi Meir Kahane, o Partido Kach, quem nos anos 1980s advogou a expulsão dos árabes-israelenses de Israel.

Um dia nós vamos expulsar vocês de Israel

Um dia nós vamos expulsar vocês de Israel

Foi esta frase usada por Effie Eitam, parlamentar judeu-israelense do Partido União Nacional aos parlamentares árabes-israelenses no Knesset.

Tradução livre do jornal israelense http://www.haaretz.com/hasen/spages/961199.html