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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Liberdade de Imprensa

A FPZ (Associação de Imprensa Estrangeira em Israel) denunciou neste sábado repetidos ataques e maus tratos das forças de segurança israelenses aos jornalistas que cobrem notícias no território palestino ocupado da Cisjordânia.

"Nos últimos meses, os jornalistas que cobrem tais eventos foram assediados, detidos e atacados pelas forças que estavam no lugar antes que estas prestassem atenção aos ativistas e manifestantes" assegura a associação em comunicado.

Na nota, a FPA "protesta firmemente" contra o que entende que parece ser "uma mudança de política por parte da Polícia de Fronteira (israelense) e as Forças de Defesa de Israel, a respeito da cobertura legítima de notícias" nesse território palestino, onde semanalmente acontecem manifestações contra a ocupação israelense que são cobertas por meios de comunicação de todo o mundo.

A FPA pede na nota às autoridades israelenses que "lembrem às forças envolvidas que a cobertura de notícias livre de obstáculos é amplamente reconhecida como parte da essência da democracia".

"Em geral, isto não inclui golpear com um pau a cara de um fotógrafo claramente identificado que está trabalhando para uma empresa de notícias conhecida, credenciada ou lançar uma granada de efeito moral contra a cabeça de um fotógrafo claramente identificado, ou deter a câmaras, fotógrafos e jornalistas", ironiza o texto.

A FPA é uma associação sem fins lucrativos que representa cerca de 400 jornalistas que trabalham em Israel e nos territórios palestinos para jornais, rádios, televisões, revistas e agências de notícias estrangeiras.



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Israel libera embargo em caso de jornalista acusada de espionagem



08/04/2010 - 15h25
GUILA FLINT
de Tel Aviv para a BBC Brasil



A Justiça de Israel suspendeu nesta quinta-feira uma liminar que proibia a publicação pela imprensa israelense de informações sobre o caso de uma jornalista acusada de roubar e expor documentos militares secretos.

A proibição, imposta há quatro meses, foi suspensa após semanas de intensa pressão de órgãos da imprensa do país, que acusavam o governo de censura.

A jornalista Anat Kam, de 23 anos, foi acusada pelo serviço de inteligência interna de Israel, o Shin Bet, de ter roubado, durante seu serviço militar, mais de 2.000 documentos secretos das Forças Armadas de Israel.

Os documentos, segundo especialistas, teriam informações sobre como militares israelenses violaram regras sobre assassinato de militantes.

Kam --que trabalhou como jornalista para o site de notícias Walla-- foi acusada de "espionagem grave", e relatos da imprensa israelense afirmam que ela teria ficado sob prisão domiciliar por quatro meses.

A proibição de divulgação do episódio despertou críticas da imprensa e de juristas locais, que acusaram as autoridades de ferir a liberdade de expressão e o direito do público israelense de receber informação, especialmente devido ao fato de que as informações estavam sendo divulgadas no exterior.

O jornal de maior tiragem de Israel, "Yediot Ahronot", dedicou na última terça-feira uma página inteira a um protesto contra a proibição do governo, publicando um texto totalmente fragmentado e quase ininteligível em que mais de metade das palavras apareciam cobertas por retângulos negros.

O caso foi amplamente divulgado pela imprensa estrangeira, mas a Justiça israelense só permitiu nesta quinta-feira que o público israelense tomasse conhecimento do conteúdo do que ficou conhecido no país como "episódio enigmático".

Continua: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u718081.shtml