segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pogroms recomeçam: a violência dos colonos judeu-israelenses contra civis palestinos

(...) An IDF soldier was lightly wounded when masked settlers stoned troops near Kedumim, while four settlers were arrested on suspicion of throwing stones at Palestinian vehicles near the Yitzhar junction. Earlier Monday, settlers stoned Palestinian cars in Hebron and torched Palestinian fields in Shomron. (...) ---

Um soldado israelense foi levemente ferido quando colonos judeu-israelenses mascarados atacaram as tropas perto de Kedumim, quando quatro outros colonos eram presos sob a suspeita de atacarem com pedras veículos de palestinos [onde dois palestinos foram feridos], perto de Yitzhar. Na segunda-feira, colonos apedrejaram carros de palestinos em Hebron e incendiaram campos cultivados de palestinos em Shomron.



Fonte: Jerusalem Post - Jul 20, 2009 15:05 | Updated Jul 20, 2009 22:30 - http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1246443858637&pagename=JPost/JPArticle/ShowFull

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A “fúria virtuosa” de Israel e suas vítimas em Gaza

Por Ilan Pappe (Site oficial http://ilanpappe.com/)

Tradução de Vinicius Valentin Raduan Miguel

Minha visita à minha casa, na Galiléia (Israel) coincidiu com o genocida ataque israelense contra Gaza. O Estado de Israel, através de sua imprensa e com a ajuda de suas universidades, transmitiu uma voz unânime – desta vez, ainda mais alta que aquela ouvida durante o ataque criminoso contra o Líbano, no verão de 2006. Israel é mais uma vez engolido por sua “virtuosa fúria” que se traduz nas políticas destrutivas contra a Faixa de Gaza. Esta terrível auto-justificação para práticas desumanas e sua impunidade, não é apenas irritante; é um assunto que devemos explicar melhor para entendermos a imunidade internacional para com o furioso massacre que arrasa Gaza.

É baseado, antes e acima de tudo, em mentiras absolutas transmitidas em uma ambígua linguagem remanescente dos negros dias da década de 1930 na Europa. A cada meia hora os noticiários no rádio e na televisão descrevem as vítimas de Gaza como “terroristas” e o assassinato em massa promovido por Israel é chamado de “ato de legítima defesa”. Israel apresenta a si mesmo para seu povo como uma virtuosa vítima que se defende contra um terrível mal. Acadêmicos do mundo inteiro são recrutados para explicar como a luta palestina, quando liderada pelo Hamas, é demoníaca e monstruosa. Estes mesmos acadêmicos que demonizaram o líder palestino Yasser Arafat em tempos precedentes e atacavam a legitimidade do Fatah durante a segunda intifada palestina.

Mas as mentiras e representações distorcidas não são a pior parte disso. O pior e ainda mais revoltante é o direto ataque contra os últimos vestígios de humanidade e dignidade do povo palestino. Os palestinos em Israel que demonstraram sua solidariedade com o povo de Gaza e agora são rotulados de quinta coluna no Estado Judeu; o direito destes em sua terra natal é transmitido como duvidoso em decorrência da falta de seu apoio à agressão israelense. Aqueles entre eles que concordam – erradamente em minha opinião – em aparecer na mídia local são interrogados ao invés de entrevistados, como se fossem prisioneiros nas prisões do Shin Bet, o serviço secreto israelense. Sua aparição é antes antecedida e seguida por humilhantes comentários racistas e eles enfrentam acusações de ser uma quinta coluna, irracionais e fanáticos. E isto não é tudo. Existem poucas crianças palestinas dos territórios ocupados tratadas de câncer em hospitais israelenses, por exemplo. E só Deus sabe o preço que essas famílias pagaram para serem admitidas aqui! E a rádio de Israel vai diariamente ao hospital para exigir que os pobres pais dessas crianças declarem para a audiência israelense o quão correto e justo é o ataque de Israel e o quão terrível é o Hamas, embora se defendendo.

Não há limites para a hipocrisia produzida pela virtuosa fúria. O discurso de generais e políticos transcorre entre erráticos auto-elogios à humanidade do exército israelense e seus ataques “cirúrgicos” e, ao mesmo tempo, para a necessidade de destruir Gaza de uma vez por todas, de uma maneira “humana” é claro.

A virtuosa fúria é um fenômeno constante na antiga sionista e hoje israelense prática de expulsão da Palestina. Todo ato, seja limpeza étnica, ocupação, massacre ou destruição sempre foi apresentado como moralmente justo e puramente um ato de legítima defesa relutante perpetrada por Israel em uma guerra contra o pior tipo de seres humanos.

No excelente volume The Returns of Zionism: Myths, Politics and Scholarship in Israel (O retorno do sionismo: mitos, política e academia, 2008), Gabi Piterberg explora as origens ideológicas e a progressão histórica desta fúria virtuosa. Hoje, em Israel, da esquerda à direita, do Likud ao Kadima, da academia à imprensa, todos podem ouvir a fúria virtuosa do Estado mais engajado em destruir e expulsar a população tradicional do que qualquer outra nação neste mundo.

É crucial explorar as origens ideológicas desta atitude e obter as necessárias conclusões políticas da sua persistência. A fúria virtuosa protege a sociedade e políticos israelenses de qualquer censura ou criticismo externo. Ainda pior é que isto é sempre traduzido em destrutivas políticas contra os palestinos. Sem mecanismos internos de crítica e sem pressão exterior, cada palestino se torna um potencial alvo desta fúria israelense. Dado o poder de fogo do Estado Judeu, é inevitável que isto só possa causar ainda mais assassinatos em massa, massacres e limpeza étnica.

A exaltação da própria moralidade é um poderoso recurso de autonegação e justificação. Isto explica as razoes da sociedade judaico-israelense não se mover por palavras de sabedoria, lógica, persuasão ou diálogo diplomático. E se alguém não quer endossar esta violência de tal modo a se opor à ela, há apenas uma solução: desafiar abertamente esta ideologia maligna da virtuosidade israelense objetivando acobertar atrocidades. Outro nome para esta ideologia é sionismo e, uma condenação internacional ao sionismo e não apenas à políticas particulares de Israel, é a única maneira de enfrentar esta fúria virtuosa. Nós temos tentado explicar não apenas para o mundo, mas também para os próprios israelenses que o sionismo é uma ideologia que apóia a limpeza étnica, ocupação e agora, enormes carnificinas. O que é preciso agora é não apenas uma condenação do presente massacre, mas também tirar a legitimidade da ideologia que produziu estas práticas e que as justifica moralmente e politicamente. Vamos manter a esperança de que vozes significativas no mundo irão dizer ao Estado Judeu que esta ideologia e sua conduta geral é intolerável e inaceitável e enquanto persistir, Israel será alvo de boicotes e sujeito à sanções.

E mais, nós não podemos permitir que 2009 se torne um ano menos significante que 2008, o ano comemorativo da Nakba, que não preencheu nossas grandes esperanças de uma transformação dramática na atitude do Ocidente em relação à Palestina e palestinos.

Aparentemente, mesmo o mais horrendo dos crimes, como o genocídio em Gaza, é tratado como um evento discreto, desconectado de tudo que aconteceu no passado e não associado a uma ideologia ou sistêmico processo. Neste novo ano, temos que tentar realinhar a opinião pública à história da Palestina e os males da ideologia sionista como o melhor método para explicar as operações de genocídio (como as que ocorreram em Gaza) e como uma forma de impedir que coisas ainda piores ocorram.

Academicamente, isto já foi feito. Os maiores desafios são como encontrar formas eficientes de explicar a conexão entre a ideologia sionista e as políticas de destruição do passado para assim, explicar a presente crise. Pode ser que seja mais fácil fazê-lo durante as mais terríveis circunstancias, quando a atenção mundial se volta para a Palestina mais uma vez. Talvez seja mais difícil em momentos em que a situação aparenta “calma” e menos dramática. Em momentos de “tranqüilidade”, a pouca atenção da mídia ocidental dedicada só serve para marginalizar ainda mais a tragédia palestina e desprezá-la em parte por causa dos horríveis genocídios na áfrica, crise econômica ou apocalípticos cenários para o meio ambiente. Apesar de a mídia ocidental não estar interessada em nenhuma leitura do passado, é apenas através de avaliação histórica da magnitude dos crimes cometidos contra o povo palestino ao longo dos últimos 60 anos que é possível entender a questão palestina. Deste modo, é papel da academia militante e imprensa alternativa em insistir no contexto histórico. Estes agentes não deveriam ignorar a importância de educar a opinião pública e influenciar atores políticos conscientes a encararem eventos em uma ampla perspectiva histórica.

Similarmente, nós devemos achar uma forma popular – distinta dos templos acadêmicos – de explicar claramente que as políticas israelenses nos últimos 60 anos partem de uma ideologia hegemônica racista chamada sionismo, ideologia esta que se acoberta sob intermináveis camadas de fúria pretensamente justa. Apesar da previsível acusação de anti-semitismo e argumentos do tipo “o que você fez”, já é tempo de associar à mentalidade pública que a ideologia sionista está vinculada a importantes marcos históricos: a limpeza étnica de 1948, a opressão dos palestinos em Israel durante os dias de governança militar, a brutal ocupação da Cisjordânia e, agora, o massacre de Gaza. Muito da ideologia da apartheid pôde explicar as opressivas práticas do governo sul-africano. Esta ideologia (da apartheid) em uma forma mais consensual e simplista variedade permitiu que os governos israelenses do passado e do presente desumanizassem os palestinos não importando onde eles estivessem e então, tentar todos os esforços necessários para destruí-los. Os métodos empregados se alteraram de período em período, de local em local, como se alteraram as narrativas para acobertarem estas atrocidades. Mas há um claro padrão, este padrão não pode ficar restrito ao mundo acadêmico, mas deve se tornar parte do discurso político na realidade contemporânea sobre a Palestina hoje.

Alguns de nós, principalmente aqueles comprometidos com a justiça e paz na Palestina, inconscientemente evadem do debate histórico – e isto é compreensível – e se concentram nos territórios ocupados (Cisjordânia e Gaza). Lutar contra políticas criminosas é uma missão urgente. Mas isto não deve transmitir o equivocado sinal – como com sucesso fez Israel - de que a Palestina é apenas os territórios da Cisjordânia e Gaza e palestinos são apenas aqueles que vivem nestes locais. Nós devemos expandir a representação geográfica e demográfica da Palestina apresentando a narrativa histórica dos eventos de 1948 e desde então demandar direitos humanos iguais para todos os povos que vivam ou viveram no que hoje é Israel e os territórios palestinos ocupados.

Vinculando a ideologia sionista às políticas do passado e às presentes atrocidades, nós seremos capazes de apresentar uma clara explicação lógica para a campanha de boicote, não-investimento e sanções contra Israel. Um Estado que apoiado por um mundo silencioso permitirá em si mesmo, ajudar à expulsão e destruição do povo nativo da Palestina. Mas desafiá-lo por meios não-violentos e mesmo na esfera ideológica é uma causa justa e ética. É ainda uma forma efetiva de difundir à opinião pública não apenas contra a presente política genocida em Gaza, mas também prevenir futuras atrocidades. E mais importante que tudo isso, é perfurar o balão da retórica da “justificada fúria” israelense que sufoca os palestinos toda vez que é inflado. Este processo de desmonte da ideologia sionista ajudará a terminar com a imunidade e impunidade de Israel garantida pelo ocidente. Sem esta imunidade, espero que mais e mais pessoas em Israel começarão a reconhecer a verdadeira natureza dos crimes cometidos em seus nomes e a ira destes começará a ser direcionada contra aqueles que os prendeu juntamente com os palestinos nesta armadilha desnecessária provocando ciclos de violência e atrocidades.

- Ilan Pappe é doutor em História pela Universidade de Oxford, 1984. Atualmente detém uma cadeira no Departamento de História na Universidade de Exeter, Inglaterra, onde é co-diretor do Centro para Estudos Etno-Políticos;

Tradução (inglês/português) feita por Vinicius Valentin Raduan Miguel sob autorização do autor e Electronic Intifada (originalmente publicado emhttp://electronicintifada.net/v2/article10100.shtml). Nenhuma reprodução é autorizada sem prévia permissão do tradutor.


Versão em português publicada em http://www.alainet.org/active/31738

Israel's righteous fury and its victims in Gaza

Ilan Pappe, The Electronic Intifada, 2 January 2009


terça-feira, 7 de julho de 2009

Gaza: Not a war of self-defense

Victor Kattan/JURIST - The images speak for themselves. For two weeks the scenes of carnage, mutilated body parts, and dead children have haunted our television screens and appeared in pictures in newspapers and on the internet. Israel has used all the sophisticated military paraphernalia at its disposal to destroy Hamas. And Hamas has in turn continued to fire rockets into Israel. Since Israel launched its offensive in Gaza on 27 December 2008, 1,010 Palestinians and thirteen Israelis have been killed. Of the Israeli dead 10 have been soldiers and three are civilians. According to the Ministry of Health in Gaza, one third of the dead are children. Almost 5,000 Palestinians have been injured. We do not know the exact proportion of Hamas fighters amongst the figures for Palestinian dead. Israel is not allowing any foreign journalists to enter the Strip to independently verify the facts.

In resolution 1860, the UN Security Council stressed the urgency of the situation and called for “an immediate, durable and fully respected ceasefire, leading to the full withdrawal of Israeli forces from Gaza.” The resolution has been ignored by both sides and Israeli troops are reported to have entered Gaza City. But was this war necessary? And is it lawful?

On the very morning Israel launched its offensive in Gaza, the day it killed 225 Palestinians, Gabriela Shalev, its UN Ambassador, sent a letter to the UN Secretary-General announcing that “after a long period of utmost restraint, the Government of Israel has decided to exercise, as of this morning, its right to self-defence.” Two weeks into the conflict, the US House of Representatives passed a non-binding resolution “recognizing Israel’s right to defend itself against attacks from Gaza” by a majority of 390-5. On 6 January, when an Israeli tank shell killed 40 Palestinians at a UN school, Australia’s Prime Minister Kevin Rudd said: “Australia recognizes Israel’s right to self-defence.” And in his last press conference at the White House, President George W. Bush said that Israel had the right to defend itself, but should be mindful of “innocent folks.”

It may therefore come as a surprise to some that, despite these statements, many international lawyers argue that Israel cannot rely on the right of self-defence to justify its actions in Gaza. In a letter published in the Sunday Times Israel’s plea of self-defence was rejected by over two dozen international lawyers. They argued that Israel’s actions in the Gaza Strip amount to aggression, not self-defence.

Continuation: http://www.humanrights-geneva.info/Gaza-Not-a-war-of-self-defense,4031

Gaza: Uma guerra que certamente não é de legítima defesa

O conflito visto sob o Direito Internacional
Por Victor Kattan

1. Apresentação

As imagens falam por si. Por semanas tivemos imagens de um massacre: corpos mutilados e crianças mortas assombrando as telas da televisão e chocando em fotografias nos jornais e na internet. Israel usou todo seu sofisticado arsenal para destruir o Hamas. E o Hamas, por sua vez, continuou a atirar seus foguetes em Israel. Desde que Israel lançou sua operação em Gaza no dia 27 de dezembro de 2008, 1010 palestinos e trezes israelenses foram mortos (1). De acordo com o Ministério da Saúde em Gaza, um terço dos mortos são crianças. Aproximadamente 5000 palestinos foram feridos. Não sabemos a exata proporção de combatentes do Hamas entre os números de mortos. Israel também bloqueou a entrada de jornalistas internacionais para uma verificação independente dos fatos.

Na resolução 1860, o Conselho de Segurança da ONU destacou a urgência da situação e fez um apelo para um "imediato, durável e completo respeito ao cessar-fogo, levando à retirada de forças israelenses de Gaza". A resolução foi sendo ignorada pelos dois lados e tropas israelenses entraram na Cidade de Gaza. Mas foi esta guerra necessária? E foi juridicamente aceitável?

Na primeira manhã em que Israel lançou sua ofensiva em Gaza matando 225 palestinos, a embaixadora israelense para a ONU, Gabriela Shalev encaminhou uma carta ao Secretário-Geral anunciando que "após um longo período de supremo autocontrole, o governo de Israel decidiu exercer, nesta manhã, seu direito à legítima defesa". Duas semanas após o início do conflito, a Câmara dos Deputados dos EUA adotou uma resolução "reconhecendo o direito de Israel à legítima defesa contra os ataques de Gaza" por uma maioria de 390 votos contra 5. No dia 6 de janeiro de 2009, quando um ataque de um tanque israelense matou 40 palestinos em uma escola da ONU, o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd reafirmou que a "Australia reconhece o direito de Israel à legítima defesa". Na última conferência à imprensa, o então presidente George W. Bush declarou que Israel tem direito a se defender, mas deveria atentar para "as pessoas inocentes".

Pode causar espanto que, apesar destas declarações, muitos especialistas em Direito Internacional argumentam que Israel não pode sustentar o direito à legítima defesa para justificar suas ações em Gaza. Em uma carta publicada no jornal Sunday Times (2), o argumento de legítima defesa pretendido por Israel for rejeitado por duas dúzias de especialistas em Direito Internacional. Eles argumentam que as ações israelenses na Faixa de Gaza são uma agressão e não legítima defesa.


(...)

Continuação: http://www.socialismo.org.br/portal/internacional/38-artigo/1017-gaza-uma-guerra-que-certamente-nao-e-de-legitima-defesa

sábado, 4 de julho de 2009

Zionist thoughts

Joseph Weitz, former head of the Jewish Agency's Colonisation Department (in his diary, 1940 which he publicly quoted in 1967:

"Between ourselves it must be clear that there is no room for both peoples together in this country... We shall not achieve our goal of being an independent people with the Arabs in this small country. The only solution is Palestine [...] without Arabs... And there is no other way but to transfer the Arabs from here to the neighboring countries; to transfer all of them; not one village, not one tribe should be left." (apud RODINSON, Maxime. Israel - A Colonial-Settler State?. 8th ed. New York: Pathfinder, 2001)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A criminal blockade / Um bloqueio criminoso

3/07/2009
UN's Richard Falk: IDF seizure of Gaza-bound ship is 'criminal'
By Reuters
A United Nations human rights investigator on Thursday called Israel's seizure of a ship carrying relief aid for the Gaza Strip "unlawful" and said its blockade of the territory constituted a "continuing crime against humanity". (...) Richard Falk, an American Jew and the United Nations special rapporteur on human rights in the Palestinian territories, said the move was part of Israel's "cruel blockade of the entire Palestinian population of Gaza" in violation of the Fourth Geneva Convention prohibiting any form of collective punishment against "an occupied people".
---
Relator Especial da ONU, Richard Falk: O bloqueio do barco que ia para Gaza é "criminoso"
O investigador de direitos humanos da ONU declarou nesta quinta-feira que o cerco ao barco carregando ajuda humanitária para a Faixa de Gaza é "ilegal" e disse que o bloqueio é um "contínuo crime contra a humanidade". (...) Richard Falk, um judeu-estadunidense e atual relator especial para direitos humanos nos territórios palestinos ocupados apontou que a última ação de bloqueio do barco é parte de "um cruel bloqueio à inteira população de Gaza" em violação à 4a Convenção de Genebra que proíbe qualquer forma de punição coletiva contra "um povo ocupado".
http://www.haaretz.com/hasen/spages/1097608.html

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Israel is world's fourth most dangerous country, study says

03/06/2009
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Haaretz Service - http://haaretz.com/hasen/spages/1090160.html A
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study of the world's most peaceful countries released Wednesday ranks Israel as fourth to last among the 144 countries ranked.
ccording to the Global Peace Index, an annual ranking of the world's nations on the basis of how peaceful they are, Somalia, Afghanistan and Iraq are the only countries more dangerous than Israel.

A(...) --- [b]Israel é o quarto país mais perigoso do mundo[/b]
ta quarta-feira classificou Israel como o quarto entre os piores dos 144 países avaliados. De acordo com o Índice Global da Paz, uma escala anual das naçõe
Um estudo buscando os países mais pacíficos do mundo divulgado ne
ss baseando-se em seu nível de paz, apenas Somália, Afeganistão e Iraque foram consideras mais perigosos que Israel.

(...)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Study: 70% of Israeli Arabs in North lack bomb shelters

02/06/2009
Study: 70% of Israeli Arabs in North lack bomb shelters
By Jack Khoury, Haaretz Correspondent

Some 70% of Israeli-Arab villages in northern Israel have no access to safe rooms or bomb shelters, and 25% do not have emergency sirens, according to a report released Tuesday by the Israeli-Arab rights group "Mubadarah". 

The report also found that 80% of Israeli-Arab villages are not prepared to handle a crisis situation, including an escalated military situation, missile strikes or a natural disaster. 

(...)

The report also found that in the majority of mixed Arab-Jewish cities in Israel, Arab neighborhoods are not prepared to face an emergency situation. 
(...)

Estudo: 70% dos árabes-israelenses no Norte de Israel não tem abrigo contra bombas

Aproximadamente 70% das vilas árabe-israelenses no norte de Israel não tem acesso a abrigos ou proteção contra bombas, e 25% não tem sirenes de emergência, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira por uma organização não-governamental de defesa dos direitos "Mubadarah". O relatório indica que 80% das vilas árabe-israelenses não estão preparadas para lidar com situações de crises, incluindo uma situação de ataque militar, ataques de mísseis ou desastre natural. (...)
O relatório indica que na maioria de cidades mistas de Árabes-Judeus em Israel,  as vizinhanças árabes não estão preparadas para lidar com as situações de emergência. (...)

domingo, 24 de maio de 2009

"I am a little bit fascist" - "Eu sou um pouco fascista"

During the last War on Gaza, Israelis went to the borders to watch the bombardment of Palestinians cities. During one interview, a Jewish-Israeli woman claims for the entire destruction of villages and states: "Yes, I am a little bit fascist".

(English with Portuguese subtitles / Inglês com legendas em Português)

Durante a última Guerra em Gaza, israelenses foram às fronteiras para assistir o bombardeamento de cidades palestinas. Durante uma entrevista, uma judia-israelense clamou pela destruição inteira vilas e declarou: "Sim, eu sou um pouco fascista".



sábado, 23 de maio de 2009

Most of Jerusalem's non-Jewish children live below poverty line

 20/05/2009
Most of Jerusalem's non-Jewish children live below poverty line
By Nadav Shragai
Tags: ArabsPoverty Line 

Figures released ahead of Jerusalem Day show that at the end of 2008, over one third of Jerusalem's families live below the poverty line, and negative immigration from the capital continues, albeit at a slower rate than in previous years. 

The numbers, released by the Jerusalem Institute for Israel Studies, show that at the end of 2008, there were 492,400 Jews (some 65 percent of the city's population) and 268,400 Arabs (about 35 percent) living in the capital. 

According to the figures, the Arab population continues to grow at a faster rate than the Jewish population - 3 percent a year as opposed to 1 percent. Some 35 percent of families live below the poverty line: 23 percent of the Jewish families and 67 percent of the Arab families. Among children, 48 percent of Jews and 74 percent of non-Jews are defined as poor. 

The city continues to experience negative migration, but at a slower pace: In 2008, 4,900 more people moved out of the city than came to live there, whereas in 2006 and 2007, that figure was 6,300. All told, 18,500 people moved out of the city, while 13,600 came to live in Jerusalem. 

A majority of those coming to live in Jerusalem are Orthodox or ultra-Orthodox, but many members of these groups are also leaving the city. For example, 650 people from the ultra-Orthodox city of Bnei Brak came to live in Jerusalem, but 1,400 moved from the capital to the West Bank community of Betar Ilit in the Judean Hills. Just over one third of those who left Jerusalem went to live in settlements near the capital. 

A relatively low 45 percent of Jerusalemites are in the labor force, compared to 56 percent throughout Israel, and 66 percent in Tel Aviv. 

A large number of those who are not in the workforce are ultra-Orthodox men and Arab women, which offsets a large number of 15-20 year-olds in the workforce. 

Of the capital's 225,000 schoolchildren, approximately 150,000 are Jewish and 75,000 are Arabs. About 40 percent of Jewish children are enrolled in the state secular and orthodox systems, while some 60 percent attend ultra-Orthodox schools. 

Over the past five years, the number of students in state secular elementary schools has declined by 11 percent, while their numbers in state Orthodox schools has risen by 5 percent. 

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1086819.html

Maioria de não-judeus em Jerusalém vivem abaixo da linha da pobreza

Mais de um terço de famílias em Jerusalém vivem abaixo da linha de pobreza. 
Os dados são do Instituto Jerusalém para Estudos Israelenses, que indicam que no final de 2008 havia 492.400 judeus-israelenses na cidade (65% da população) e 268.400 palestinos (perto de 35%).
No entanto, apesar da maioria judaica, apenas 23% das famílias de população judaica está abaixo da linha da pobreza. No lado árabe são 67% de famílias abaixo da linha de pobreza. 
Entre a população infantil, 48% das crianças judias são consideradas pobres enquanto 74% das não-judias (palestinas) são pobres.


Apesar de considerada ilegal, Israel persiste com a ocupação em Jerusalém que declara sua capital única e indivisível. Israel mantém um continuado processo de expulsão de palestinos da cidade, impedindo-os de adquirir propriedade, ampliar ou mesmo reformar as construições existentes, forçando-os a viver em casas hiper-povoadas. Sob o argumento de combater o terror ou impedir construções ilegais, Israel promove ainda a demolição constante de lares. 
Relatório do Comissariado de Assuntos Humanitários da ONU já pediu o fim das demolições, que considera uma violação ao Direito Internacional. de acordo com o mesmo documento, as casas de 60.000 palestinos (o equivalente a 22,38% da população total) estão sob a ameaça de serem demolidas. A desproporção é tamanha que apenas 13% de Jerusalém Leste/Antiga (a parte árabe-palestina) é considerada zona para construção palestina, enquanto outros 35% e mais a totalidade da de Jerusalém Ocidental é reservada para judeus-israelenses.
Por fim, Israel vem construindo o muro do Apartheid também em Jerusalém, impedindo o movimento de palestinos dentro de sua própria cidade.



Pesquisa indica que quase 30% dos judeus-israelense se opõem a professores árabes-israelenses

Relatório da ong Merchavin (http://www.machon-merchavim.org.il/), uma associação israelense sem fins lucrativos que se dedica a "promover a cidadania compartilhada" entre árabes e judeus israelenses apontou que 27.8% dos pais judeus-israelenses não gostariam que seus filhos tivessem aulas com árabes-israelenses. 100% dos judeus ultra-ortodoxos só concordariam que seus filhos tivessem aulas com judeus. 
O fundador da associação, Mike Prashker recomendou que o Ministério da Educação em Israel seja mais flexível, contratando professores de origem árabe. No relatório, se indica que existem 8.000 professores árabes-israelenses que não conseguem emprego, apesar da falta de mão-de-obra nas escolas israelenses. Ainda de acordo com a instituição, apenas poucas dezenas de professores árabes-israelenses dão aulas em Israel.
Prashker alega que "A realidade israelense de sistemas educacionais segregados cria ignorância e medo do 'outro'."

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1087087.html (Título da matéria: Escolas judaicas imploram por professores enquanto 8.000 professores árabes imploram por emprego)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Assessor de Bibi: 'Estado palestino é infantilidade e estupidez'

20 de maio de 2009, 13:00 

Premiê diz que está pronto para negociar tratado de paz com a Síria, mas não fala sobre Estado palestino

Associated Press - Estadão ( http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,assessor-de-bibi-estado-palestino-e-infantilidade-e-estupidez,373989,0.htm

TEL AVIV - Um assessor do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira, 20, que a solução de dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos defendida pelo governo americano é "estúpida e infantil".  

O assessor, deu a entrevista à Associated Press durante a viagem de volta de Netanyahu a Israel, falou sob condição de não se identificar por estar proibido de falar sobre o assunto com a imprensa "É mais complexo do que esta solução estúpida e infantil", disse.

 

Segundo a AP, as posições do assessor refletem o pensamento do governo israelense. Durante a visita, Obama cobrou Israel publicamente sobre a solução de dois Estados e pediu o fim da expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia. Netanyahu não se manifestou sobre a proposta na ocasião.

 

Israel ocupa a Cisjordânia desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e controla as fronteiras da Faixa de Gaza desde 2006, quando se retirou do território palestino. Netanyahu, do partido direitista Likud, governa Israel desde fevereiro e é historicamente um adversário das concessões aos palestinos.

 

Síria

 

Na chegada a Israel, no entanto, Netanyahu disse estar pronto para começar conversas de paz sem pré-condições com a Síria, medidas pelo presidente americano, Barack Obama. Israel ocupa as colinas do Golã também desde a guerra de 1967.

 

"Houve um acordo sobre a necessidade de começar conversas com os sírios. Mas deixei claro que qualquer acordo deve contemplar as necessidades de segurança de Israel", disse o premiê.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Proibindo a manifestação da Nakba

Alex Miller, um parlamentar judeu-israelense do partido Israel Beiteinu, apresentou uma lei que, se aprovada, irá punir com três anos de prisão os cidadãos que comemorarem a Nakba. 
A Nakba (A Catástrofe) é comemorada no mesmo dia da criação de Israel (15 de maio), que foi uma deliberada e metódica eliminação física e cultural dos povos tradicionais, uma prática que encontra seu conceito jurídico na definição de “limpeza étnica”. 
Desta forma, no ano de 1948, 531 vilas, 11 áreas urbanas e 30 cidades foram totalmente destruídas. No total, aproximadamente 800.000 pessoas (mais do que metade da população na época) foram expulsas formando a atual massa de quatro milhões de refugiados que habitam os países vizinhos.
Israel não reconhece a Nakba até hoje, se recusando ainda a indenizar as vítimas ou aceitá-las de volta no país.

É mais uma mostra do autoritarismo de Israel, proibindo o direito à liberdade de expressão e a manifestação. Mais, é uma tentativa de impedir o resgate histórico e a memória de um povo.


"Lieberman é fascista e rascista"

"Lieberman é fascista e rascista"

13/02/2009 - 20h59
Fortalecimento de partido ultradireitista causa temor em Israel

GUILA FLINT
da BBC Brasil, em Tel Aviv
O fortalecimento do partido Yisrael Beiteinu, que nas eleições realizadas na última terça-feira tornou-se o terceiro maior partido de Israel e adquiriu poder suficiente para determinar a formação da nova coalizão governamental, provocou o temor de um radicalismo no país.

Políticos e intelectuais ouvidos pela BBC Brasil chegaram a usar a palavra "fascista" para descrever o líder do partido, Avigdor Lieberman, e afirmaram que suas posições são "racistas e ameaçam o futuro da democracia israelense".

Para Shulamit Aloni, 80, que lutou na guerra de 1948 pela criação de Israel, fundou o partido social democrata Meretz e foi ministra da Educação no governo de Itzhak Rabin, a força adquirida por Lieberman é um "pesadelo".

"O resultado das eleições me deixaram com raiva, medo e vergonha, ao ver que um fascista e racista como Lieberman tem as chaves para a composição do novo governo", disse Aloni à BBC Brasil.

"Em 1948, eu lutei para construir um país democrático, com igualdade de direitos para todos os cidadãos. É como um pesadelo para mim ver que um discurso fascista como o de Mussolini passa a ter tanta legitimidade no nosso mapa político".

"Ódio aos árabes"

Em um editorial recente, o jornal "Haaretz" diz que os principais candidatos ao cargo de primeiro-ministro de Israel, Tzipi Livni e Byniamin Netaniahu,"têm a obrigação de se distanciar o quanto antes de Lieberman e de suas palavras de ordem, senão terão que arcar com a responsabilidade da consolidação de uma política racista e perigosa em Israel".

Para o sociólogo Lev Grinberg, da Universidade Ben Gurion, "Lieberman baseou toda a sua campanha em sentimentos de medo e ódio aos árabes, e foi favorecido pelo clima de guerra que se criou em Israel durante a recente ofensiva à faixa de Gaza".
"Como um fascista clássico, ele se aproveitou dos medos da população e incentivou o ódio", disse Grinberg.

Em uma entrevista ao jornal "Haaretz", Avigdor Lieberman disse que pretende cancelar a cidadania de israelenses que não forem "féis ao Estado, inclusive ao hino, à bandeira e à sua identidade judaica e sionista".

O lema principal de sua campanha eleitoral foi "sem fidelidade não há cidadania" e Lieberman também propôs expulsar do Parlamento os deputados árabes que forem "infiéis".

A mudança da lei da cidadania será uma das condições para a participação do Israel Beiteinu na nova coalizão governamental.

A solução proposta por Lieberman para o conflito entre israelenses e palestinos é a "troca de territórios e populações", sendo que as aldeias árabes de Israel, com os cidadãos árabes que representam 20% da população do país, seriam "transferidas" para o Estado palestino e os assentamentos israelenses nos territórios ocupados seriam anexados a Israel.

"Palavras vazias"


Mas o discurso do partido para a imprensa estrangeira soa mais brando e razoável. Dany Ayalon, número 7 na lista do Yisrael Beiteinu e ex-embaixador de Israel nos Estados Unidos, rejeita as acusações de "racismo e fascismo" contra o partido.

"Eles (da esquerda) começaram a lançar palavras vazias no ar quando perceberam que estavam se enfraquecendo e nós estávamos crescendo", disse Ayalon à BBC Brasil.

"Tudo o que queremos é um mínimo de solidariedade entre os cidadãos e o Estado, sem diferença entre cidadãos árabes e judeus. O que não pode ser é que cidadãos israelenses façam parte de organizações que querem exterminar Israel", concluiu Ayalon.

Um dos líderes da colonização israelense na Cisjordânia, Pinhas Valerstein, afirmou que "graças a Lieberman não vai haver um Estado Palestino".

"Nestas eleições, o povo de Israel expressou sua opinião de forma muito clara, que entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo só pode haver o Estado de Israel, e agora vão terminar as restrições aos assentamentos na Judeia e Samaria (nome bíblico para a Cisjordânia)".
Atenção
O partido Yisrael Beiteinu (Israel é nosso lar) obteve 15 das 120 cadeiras do Parlamento, atrás do partido governista Kadima, que conseguiu 28 assentos e do direitista Likud, com 27. Ele também superou o Partido Trabalhista, fundador do Estado de Israel, que ficou com 13 cadeiras.
Com isso, toda a atenção se voltou para Lieberman, que poderá definir quem será o próximo primeiro-ministro de Israel e qual será a linha política da nova coalizão governamental.
Sem contar as 15 cadeiras de Lieberman haveria um empate entre o bloco de partidos de centro-esquerda, que obteve 50 cadeiras, e o bloco da direita, extrema-direita e ultra-ortodoxos, que conquistou exatamente o mesmo número.
Nos últimos dias, tanto Tzipi Livni, líder do Kadima, como Byniamin Netaniahu, do Likud, se encontraram com Lieberman e pediram sua recomendação junto ao presidente Shimon Peres, para que os nomeie como líderes da futura coalizão governamental.
A recomendação de Lieberman pode ter uma influência crítica sobre a decisão do presidente, pois ele deverá nomear o candidato que tenha as maiores chances de receber o apoio de pelo menos 61 parlamentares.
O Israel Beiteinu tinha apenas 4 cadeiras no Parlamento quando foi fundado, em 1999.
Nas próximas eleições, Lieberman diz que vai conquistar 30 cadeiras e se tornar o líder do governo.
Segundo analistas, até hoje, ele nunca errou nas avaliações de quantos votos iria receber.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u503841.shtml

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vereador judeu-israelense: "Muitas coisas lembram a Alemanha de 1933"


Meir Margalit (nascido em Buenos Aires em 1952), judeu-israelense conselheiro do partido de esquerda Meretz na prefeitura de Jerusalém e pacifista convicto, sente-se cada vez mais isolado em seu país. Na segunda-feira (11) foi um dos sete vereadores que participaram da recepção ao papa: "Os outros 24 não foram. Os direitistas porque o consideram antissemita, e os ultraortodoxos porque é cristão". Crítico da ocupação dos territórios palestinos, Margalit não deixa de acreditar na utopia da paz, mas adverte que "Israel está chegando ao ponto sem retorno em que a guerra é mais rentável"
(...)
El Pais - Seria o cúmulo se Israel acabasse se parecendo com um Estado fascista...
Margalit - Se um país fala como fascista, caminha como fascista e atua como fascista, é um país fascista. Estamos nos comportando assim. Muitas coisas lembram a Alemanha de 1933. Só nos salvaremos se reconhecermos isso.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Fonte: El País / UOL - http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/05/12/ult581u3229.jhtm

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Israeli Arabs sue bus company for refusing to let them board



04/05/2009

Israeli Arabs sue bus company for refusing to let them board

http://haaretz.com/hasen/spages/1082965.html



Four Israeli Arabs on Monday sued the Dan bus company for allegedly barring them from boarding a vehicle because of their ethnicity. 

The four residents of Kafr Qasem allege that the company discriminated against them, treating them in a "demeaning and humiliating manner" because of their background and ethnicity. 

Each of four plaintiffs is demanding NIS 50,000 in compensation. 

The plaintiffs allege that they sought to board the company's 186 line to Kafr Qassem in late January only to be denied entry by the driver after he inspected their identification cards and discovered that they were Arabs. 

The four say that they were removed from the bus in a humiliating fashion while non-Arab passengers boarded the bus unhindered. They also say the driver refused to give them his personal and professional information. 

According to the law suit presented Monday to the Kfar Sava Magistrate's Court, the plaintiffs have suffered extreme anxiety and deep humiliation as a result of the ordeal. 

The plaintiff's attorneys say that they asked Dan to clarify offer their version of the incident and issue a public apology, but did not receive an adequate response from the bus company. 




Árabes israelenses processam empresa de ônibus por não permitir que eles embarquem

Quatro árabes-israelenses nessa segunda-feira iniciaram um processo contra a empresa de ônibus Dan por barrarem seus ingressos no veículo devido sua etnicidade.

Os quatro residentes de Kafr Qassem alegam que a empresa discriminou-os, tratando-os de maneira "humilhante" por causa de sua etnicidade.

Cada um dos autores da ação está demandando 50.000 shekels israelenses de indenização.

Os requerentes alegam que tentaram embarcar no ônibus na linha 186 para Kafr Qassem no fim de janeiro quando tiveram a entrada barrada depois que o motorista conferiu seus documentos de identidade e descobriu que eles eram árabes.

Os quatros foram então removidos do ônibus de modo humilhante enquanto outros passageiros não-árabes continuaram embarcando. De acordo com os quatro cidadãos israelenses, o motorista ainda se recusou a fornecer informações pessoais e profissionais.

De acordo com o processo iniciado na segunda-feira na corte de Kfar Sava, os autores sofreram extrema ansiedade e profunda humilhação como resultado da expulsão do ônibus.

O advogado do grupo pediu à empresa Dan que esclarecesse os fatos e oferecesse sua versão, assim como um pedido de desculpas em público, mas a empresa não ofereceu uma resposta adequada.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

ONU pede que Israel não destrua casas de palestinos em Jerusalém

Limpeza étnica em Jerusalém

01/05/2009 - 19h23


Cerca de 60 mil dos 225 mil imóveis palestinos de Jerusalém Oriental correm o risco de ser demolidos pelas autoridades israelenses, segundo um relatório do Escritório de Coordenação para Assuntos Humanitários da ONU (Ocha, na sigla em inglês).
Sob o título de "A crise de planejamento em Jerusalém Oriental: Entendendo o fenômeno de construção 'ilegal'", o documento adverte que cerca de 1.500 lares palestinos contam com as ordens de demolição na parte leste de Jerusalém. Caso essa medida entre em vigor, deixaria pelo menos 9.000 pessoas sem casa, sendo metade delas crianças e adolescentes.
Só 13% do território de Jerusalém Leste anexado por Israel é considerado, pelas autoridades israelenses, apto para receber as construções palestinas. Um terço da área foi desapropriada para a construção de assentamentos judaicos, onde residem 195 mil israelenses.
Palestinos destes bairros lamentam que as demolições sejam tentativas de impedir a presença na zona e de tornar exclusivamente judaica a parte oriental de Jerusalém. As autoridades municipais argumentam que só colocarão abaixo imóveis construídos sem permissão oficial.
O Ocha alerta que as autoridades municipais de Jerusalém irão manter e, possivelmente, irão acelerar a política de demolição de casas palestinas. De acordo com o órgão, ao menos 28% dos imóveis palestinos em Jerusalém Oriental foram erguidos sem as permissões oficiais, as quais segundo os moradores são praticamente impossíveis de obter.
Israel capturou a parte leste de Jerusalém na Guerra dos Seis Dias (1967). Em 1981, o Parlamento israelense declarou a cidade sua "capital eterna e indivisível". Os palestinos querem estabelecer, na parte oriental de Jerusalém, a capital de seu futuro Estado.
Com Efe e France Presse

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ministro palestino denuncia "racismo" da ocupação israelense

21/04/09


Genebra, 21 abr (EFE).- O ministro de Exteriores palestino, Riyad al-Maliki, denunciou hoje o "racismo" da ocupação israelense nos territórios da Cisjordânia e de Gaza e a violação da legalidade internacional.


Em seu discurso na Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU, que acontece em Genebra, Maliki condenou Israel - a quem o tempo todo se referiu como "a potência ocupante" - continue erguendo "o muro da segregação racial que separa as famílias, que separa as crianças dos colégios e os doentes dos hospitais".


Além disso, lembrou que Israel continua ampliando a colonização dos territórios ocupados com assentamentos judaicos e mudando a personalidade árabe da parte oriental de Jerusalém, que os palestinos reivindicam como capital de seu futuro Estado, sempre em violação de todas as resoluções internacionais.


Também denunciou que os israelenses seguem "saqueando" a água da Cisjordânia para dirigi-la aos assentamentos judaicos às custas dos povos palestinos.