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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Apartheid na Escola

Fatos:

- Vila de Sulam, sul de Israel: 6 pais judeus-israelenses exigem a expulsão da única criança árabe matriculada na creche da comunidade judaica rural de Merhavia. A criança foi expulsa.

- A discriminação passa pela ausência de recursos em escolas árabe-israelenses: o Estado de Israel gasta 1.100$ para cara aluno judeu enquanto apenas 190$ para cada aluno árabe. (moeda e proporção mensal não explicitada).

- Em escolas religiosas, a diferença é ainda maior, com estudantes judeus recebendo nove vezes mais que estudantes árabes.

- Há uma falta de 1.000 salas de aulas para estudantes árabes, embora organizações de direitos humanos acreditem que o número seja ainda maior.

- Pesquisa da Universidade de Haifa em janeiro mostrou que 75% dos estudantes judeus vêem os estudantes árabes como "deseducados, incivilizados e sujos".

- 8.000 professores árabes estão desempregados enquanto Israel tem declarado carência de profissionais.

sábado, 23 de maio de 2009

Pesquisa indica que quase 30% dos judeus-israelense se opõem a professores árabes-israelenses

Relatório da ong Merchavin (http://www.machon-merchavim.org.il/), uma associação israelense sem fins lucrativos que se dedica a "promover a cidadania compartilhada" entre árabes e judeus israelenses apontou que 27.8% dos pais judeus-israelenses não gostariam que seus filhos tivessem aulas com árabes-israelenses. 100% dos judeus ultra-ortodoxos só concordariam que seus filhos tivessem aulas com judeus. 
O fundador da associação, Mike Prashker recomendou que o Ministério da Educação em Israel seja mais flexível, contratando professores de origem árabe. No relatório, se indica que existem 8.000 professores árabes-israelenses que não conseguem emprego, apesar da falta de mão-de-obra nas escolas israelenses. Ainda de acordo com a instituição, apenas poucas dezenas de professores árabes-israelenses dão aulas em Israel.
Prashker alega que "A realidade israelense de sistemas educacionais segregados cria ignorância e medo do 'outro'."

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1087087.html (Título da matéria: Escolas judaicas imploram por professores enquanto 8.000 professores árabes imploram por emprego)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Fonte: Haaretz
Tamara Traubmann, correspondente do Haaretz (Tradução livre)
Somente 16 estudantes árabes foram aceitos este ano para a escola de medicina na Universidade Hebraica, comparado com 55 em 2005, uma queda de 70%. A turma costuma ter 100 estudantes.A razão aparente é a mudança no sistema de ingresso, que agora passa por entrevistas individuais e uma etapa que implica em interpretação.O deputado Ahmed Tibi (Partido Árabe Unido) no parlamento de Israel, ele próprio graduado nesta instituição, declarou que o novo sistema é culturalmente dependente e se baseia em critérios estritamente compreensíveis para judeus ortodoxos, ignorando "aqueles com culturas e valores diferentes dos examinadores".A Universidade declarou que o novo sistema busca "desenvolver a composição dos estudantes que são aceitos" (seja lá o que isto venha a significar!).O novo método, além da matrículo e exames psicológicos e entrevistas pessoais, inclui uma longa sessão que examina a biografia do candidato e sua habilidade de lidar com situações estimuladas e dilemas morais enfrentados pelos médicos.O objetivo é "aceitar não apenas estudantes com boas notas, mas que possuam as características pessoais e psicológicas necessárias para futuros médicos", afirmou a Universidade.Sistema similar de ingresso foi adotado há dois anos na Universidade de Tel-Aviv e o Instituto Técnico de Israel, em Haifa, pretende adotar o novo modelo ainda este ano.Ahmed Abdel-Hadi, de Jaljuliya iniciou seus estudos em Amman este ano, suas notas permitiriam que fosse aceito em Jerusalém, mas com o novo sistema, ele foi reprovado."As questões são formuladas para estudantes judeus. Eles questionam sobre problemas morais e como resolvê-los. Claramente, um judeu que tenha servido ao exército terá algo a dizer, mas nís, estudantes egressos do ensino médio, não sabemos nada sobre dilemas morais." - ele falou em entrevista da Jordânia.

Há um novo dilema moral para o regime de apartheid promovido pela etnocracia de Israel: árabes não podem servir às Forças Armadas e, deste modo, sofrem uma série de restrições que incluem a proibição de se obter empréstimos bancários ou ocupar cargos de funcionários públicos e agora serão impedidos de acessar a Universidade.A Universidade Hebraica, em resposta, afirmou que os estudantes árabes falham por não terem maturidade emocional suficiente para o estágio de suas vidas.O presidente da União de Estudantes Árabes em Israel, Fadi Abu Yunes, acredita que é um novo mecanismo de filtrar e impedir o ingresso de estudantes árabes."É uma agenda política que vem sendo inserida via academia", ele disse.