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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ONU: Israel está impedindo o acesso de palestinos às terras cultiváveis e zonas de pesca




19.08.10
UN report: IDF barring Gazans' access to farms, fishing zones

Humanitarian affairs office: Israel restricts entry to 17% of Gaza lands, 85% of beachfront zone, enforces restrictions with live fire.

By Akiva Eldar

(...)
OCHA estimated some $308 million in losses as a direct result of the Israeli restrictions. (...) The same was true for Gaza fishermen, who have lost an estimated $26.5 million over the last five years. (...)
Other effects of the restrictions include the deterioration in the quality of food consumed by Gazans, gradual changes in diet (from fresh produce and meat to carbohydrate-rich cheap items), decrease in school attendance and a decrease in the age of marriage for girls, the report maintained. (...)

Source: Haaretz - http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/un-report-idf-barring-gazans-access-to-farms-fishing-zones-1.309022



Relatório da ONU: Forças de Ocupação de Israel estão impedindo o acesso de palestinos às fazendas e zonas de pesca


Departamento de Assuntos Humanitários: Israel restringiu o acesso à 17% das terras de Gaza; 85% da zona costeira; as medidas restritivas são implementadas com munição letal.

Por Akiva Eldar (Tradução do Blog)

(...) O Departamento para Assuntos Humanitários da ONU estima em 308 milhões de dólares de perdas como resultado direto das restrições israelenses. (...) O mesmo é aplicável para os pescadores de Gaza que tiveram perdas estimadas em 26.5 milhões nos últimos cinco anos. (...)

Outros efeitos das restrições incluem a deterioração da qualidade dos alimentos consumidos pela população de Gaza, alterações graduais na dieta (de produtos frescos e carnes para alimentos sem qualidade e ricos em carboidratos), redução na frequência escolar e redução na idade de casamentos para as garotas. (...)

Fonte: Haaretz.

domingo, 22 de novembro de 2009

Cresce desigualdade entre árabes e judeus em Israel, diz relatório

20/11/2009 - 08h41


GUILA FLINT
de Tel Aviv para a BBC Brasil

Um relatório publicado pela ONG israelense Sikui apontou um crescimento da desigualdade entre cidadãos árabes e judeus de Israel nas áreas de saúde, moradia, trabalho e bem-estar social.

O relatório compara o investimento público destinado às duas populações e conclui que, de 2007 a 2008, a diferença em favor da população judaica aumentou em 2,8%.

De acordo com o relatório, em todos os parâmetros sociais, exceto na área da educação, existe uma tendência clara de aumento da desigualdade.

Um dos diretores da Sikui ("Chance", em tradução livre), Ron Gerlitz, disse que "as diferenças são alarmantes e aumentam a cada ano que passa; é necessário agir imediatamente para reduzi-las".

"Se o governo continuar agindo como age agora, as diferenças vão continuar aumentando. Os filhos dos cidadãos árabes crescem em casas mais pobres, suas escolas têm orçamentos menores e eles têm menos chances de estudar em uma universidade, não conseguem bons empregos e assim a pobreza se eterniza."

"Uma discriminação tão gritante não é saudável para a sociedade, a situação é perigosa e explosiva", advertiu Gerlitz.

Assistentes sociais

Na área do bem-estar social, a diferença entre os investimentos nas duas populações é particularmente alta e chega a 50%.

Cada assistentes social que trabalham em cidades árabes atende em média 500 pessoas. Já nas cidades de maioria judaica, o número de atendidos é de 330.

Na área da habitação as diferenças também são significativas. Em 2008 o Ministério da Habitação iniciou 13 vezes mais construções públicas para moradia da população judaica.

Os cidadãos árabes de Israel também sofrem com índices maiores de mortalidade infantil, em comparação com a maioria judaica.

Na população árabe o índice de mortes de recém-nascidos é de oito entre 1.000, já na população judaica o índice é de 3.2.

A única área na qual o relatório registrou uma diminuição das diferenças entre as duas populações é a da educação.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, no ano de 2008, houve uma ligeira redução das diferenças entre as duas populações. Mas eles afirmam que o nível da educação para os alunos árabes "ainda é muito mais baixo do que para os alunos judeus".

Segundo os pesquisadores, em 2008 houve uma melhora significativa no número de crianças árabes, na faixa etária de 3-4 anos, que foram integradas no sistema de Educação.

Porem, a ONG adverte que houve uma piora significativa no número de alunos árabes que conseguem obter o diploma de conclusão dos estudos secundários, de 49% em 2007 para 32% em 2008.

Tendencioso

O relatório também menciona o baixo número de funcionários estatais na população árabe.
Apenas 6% dos funcionários do Estado são cidadãos árabes, embora eles constituam 20% da população do país.

O diretor-geral do ministério do Bem Estar Social, Nahum Itzkovitz, afirmou que "o relatório da Sikui é tendencioso e apresenta dados incorretos".

"O governo vem fazendo esforços para reduzir as diferenças entre as duas populações e elas estão diminuindo", disse Itzkovitz à rádio estatal israelense.

"Recentemente aumentamos o numero de assistentes sociais para atender a população árabe", acrescentou.

Segundo o advogado Ali Haider, diretor da Sikui, os dados indicam que durante muitos anos os governos de Israel "ignoraram as necessidades da população árabe".


Fonte: Folha Online - http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u655180.shtml

domingo, 8 de novembro de 2009

Habitação pública? Não se seu parceiro é palestino.


Public housing? Not if your partner is Palestinian
By Dana Weiler-Polack

Obtaining public housing in Israel is no easy task. Now it appears that obtaining public housing when one spouse is a resident of the territories is impossible, thanks to the policy whereby mixed families are completely ineligible for public housing, regardless of their financial situation.


Habitação pública? Não se seu parceiro é palestino.

Obter uma chance no sistema de habitação pública não é tarefa fácil em Israel. Agora, é impossível obter uma casa financiada pelo governo israelense quando um dos esposos é um residente dos territórios, graças à política em que famílias "misturadas" são completamente inelegíveis ao programa, independentemente de sua situação financeira.

Fonte: Haaretz

sábado, 23 de maio de 2009

Maioria de não-judeus em Jerusalém vivem abaixo da linha da pobreza

Mais de um terço de famílias em Jerusalém vivem abaixo da linha de pobreza. 
Os dados são do Instituto Jerusalém para Estudos Israelenses, que indicam que no final de 2008 havia 492.400 judeus-israelenses na cidade (65% da população) e 268.400 palestinos (perto de 35%).
No entanto, apesar da maioria judaica, apenas 23% das famílias de população judaica está abaixo da linha da pobreza. No lado árabe são 67% de famílias abaixo da linha de pobreza. 
Entre a população infantil, 48% das crianças judias são consideradas pobres enquanto 74% das não-judias (palestinas) são pobres.


Apesar de considerada ilegal, Israel persiste com a ocupação em Jerusalém que declara sua capital única e indivisível. Israel mantém um continuado processo de expulsão de palestinos da cidade, impedindo-os de adquirir propriedade, ampliar ou mesmo reformar as construições existentes, forçando-os a viver em casas hiper-povoadas. Sob o argumento de combater o terror ou impedir construções ilegais, Israel promove ainda a demolição constante de lares. 
Relatório do Comissariado de Assuntos Humanitários da ONU já pediu o fim das demolições, que considera uma violação ao Direito Internacional. de acordo com o mesmo documento, as casas de 60.000 palestinos (o equivalente a 22,38% da população total) estão sob a ameaça de serem demolidas. A desproporção é tamanha que apenas 13% de Jerusalém Leste/Antiga (a parte árabe-palestina) é considerada zona para construção palestina, enquanto outros 35% e mais a totalidade da de Jerusalém Ocidental é reservada para judeus-israelenses.
Por fim, Israel vem construindo o muro do Apartheid também em Jerusalém, impedindo o movimento de palestinos dentro de sua própria cidade.



segunda-feira, 20 de abril de 2009

Israel usa quatro vezes mais água do que a Palestina

O regime de uso de água usado por Israel e palestinos deve ser alterado, de acordo com relatório publicado pelo Banco Mundial hoje. (20/04/2009)

O relatório noticia que um israelense médio obtém quatro vezes mais água do que um palestino médio e alerta que o sistema de abastecimento da Autoridade Palestina está "próximo da catástrofe".

Conclui recomendando que o atual arranjo de distribuição de água, estabelecido como parte dos acordos de Oslo II, seja alterado para melhorar o sistema palestino. 

O relatório, solicitado pela Autoridade Palestina, é particularmente problemático para Israel devido à crise "da água" na região. O acordo entre os dois lados é assimétrico e exacerba a crise muito mais do que pensado para os palestinos.

Este é o primeiro documento apresentado pelo Banco Mundial sobre o tema do uso de recursos hídricos entre Israel e Palestina.

De acordo com o relatório, os entendimentos obtidos em Oslo fracassaram para atender as necessidades para população civil palestina.

A divisão desigual de recursos, como os impedimentos e controle sobre informação concernente à recursos hídricos, tem impedido os palestinos de desenvolver e obter fontes de água - um problema que é intensificado pela fraqueza das instituições governamentais da Palestina.

O relatório diz que isto leva a situação emergencial com graves ramificações, englobando aspectos econômicos, sociais e ecológicos. Crises humanitárias relacionadas à distribuição de água são frequentes na Cisjordânia e em Gaza.

O relatório atesta que os palestinos tem acesso à apenas um quinto do aquífero disponível, enquanto Israel usa todo o restante (80%). Israel acaba usando estes recursos hídricos sem a devida autorização de um comitê conjunto que foi estabelecido nos acordos de Oslo.

A super-exploração do aquífero cria perigos de salinidade, de acordo com o relatório.

Também é afirmado que os palestinos cavam relativamente poços rasos e não podem atingir as fontes de água, em razão da prática israelense de cavar muito profundamente. 

De acordo com o Banco Mundial, Israel tem um sistema de distribuição e administração de água satisfatório, enquanto a Autoridade Palestina está lutando para manter um nível mínimo de infraestrutura com mínimos recursos financeiros. Em Gaza, o escasso investimento no sistema de água e esgotamento tem levado a ausência de controle da qualidade da água, impondo grande risco à saúde pública.

Fonte: http://haaretz.com/hasen/spages/1079405.html

domingo, 25 de janeiro de 2009

Número de Árabes-Israelenses abaixo da linha da pobreza é de 50.1% em 2008

Tel Aviv, 25 de Janeiro de 2009 (WAFA) - O Jornal diário de Israel, Haaretz, citou um relatório mostrando que o total de árabes-israelenses vivendo em Israel abaixo da linha de pobreza caiu de 51.4% na segunda metade de 2007 para 50.1% na primeira metade de 2008.

Comentando os dados, o Dr. Shlomo Swirski, diretor acadêmico do Centro Adva, uma organização de análise política não-partidária, disse ao Haaretz: "Quando metade da população árabe ainda vive abaixo da linha de pobreza, isto é uma vergonha nacional e é difícil ver estes dados com orgulho de alguma suposta melhoria."

O relatório de pobreza semi-anual publicado pelo Instituto de Segurança Social também mostrou um declínio na porcentagem de cidadãos israelenses idosos vivendo abaixo da linha de pobreza, de 22.6% no fim de 2007 para 22.2% no começo de 2008.

Enquanto o número de famílias abaixo da linha de pobreza no centro de Israel caiu entre a população judaica, o relatório adicionou que aumentou entre os árabes de ambas as regiões e no sul. Em Haifa e no Norte, no entanto, o número de judeus abaixo da linha de pobreza aumentou, enquanto o de árabes diminuiu.

O relatório disse que 418.000 famílias estavam vivendo abaixo da linha de pobreza, representando 1.63 milhões de pessoas, sendo 777.400 crianças.

The percentage of unemployed poor families rose in relation to the previous report for 2007, from 69% to 71.4%. however, the percentage of working poor also rose: Families with two or more breadwinners living below the poverty line increased from 21.3% to 23.6%, and became poorer by a rate of 7 to 10%.

A porcentagem de famílias pobres desempregadas aumento em relação ao relatório anterior para 2007, de 69% para 71.4%. No entanto, a porcentagem de pobres trabalhando também aumentou: famílias com dois ou mais daqueles que sustentam a casa vivendo abaixo da linha de pobreza aumentou de 21.3% para 23.6% e se tornaram mais pobres de 7% para 10%.