quinta-feira, 19 de agosto de 2010
ONU: Israel está impedindo o acesso de palestinos às terras cultiváveis e zonas de pesca
domingo, 22 de novembro de 2009
Cresce desigualdade entre árabes e judeus em Israel, diz relatório
Um relatório publicado pela ONG israelense Sikui apontou um crescimento da desigualdade entre cidadãos árabes e judeus de Israel nas áreas de saúde, moradia, trabalho e bem-estar social.
O relatório compara o investimento público destinado às duas populações e conclui que, de 2007 a 2008, a diferença em favor da população judaica aumentou em 2,8%.
De acordo com o relatório, em todos os parâmetros sociais, exceto na área da educação, existe uma tendência clara de aumento da desigualdade.
Um dos diretores da Sikui ("Chance", em tradução livre), Ron Gerlitz, disse que "as diferenças são alarmantes e aumentam a cada ano que passa; é necessário agir imediatamente para reduzi-las".
"Se o governo continuar agindo como age agora, as diferenças vão continuar aumentando. Os filhos dos cidadãos árabes crescem em casas mais pobres, suas escolas têm orçamentos menores e eles têm menos chances de estudar em uma universidade, não conseguem bons empregos e assim a pobreza se eterniza."
"Uma discriminação tão gritante não é saudável para a sociedade, a situação é perigosa e explosiva", advertiu Gerlitz.
Assistentes sociais
Na área do bem-estar social, a diferença entre os investimentos nas duas populações é particularmente alta e chega a 50%.
Cada assistentes social que trabalham em cidades árabes atende em média 500 pessoas. Já nas cidades de maioria judaica, o número de atendidos é de 330.
Na área da habitação as diferenças também são significativas. Em 2008 o Ministério da Habitação iniciou 13 vezes mais construções públicas para moradia da população judaica.
Os cidadãos árabes de Israel também sofrem com índices maiores de mortalidade infantil, em comparação com a maioria judaica.
Na população árabe o índice de mortes de recém-nascidos é de oito entre 1.000, já na população judaica o índice é de 3.2.
A única área na qual o relatório registrou uma diminuição das diferenças entre as duas populações é a da educação.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, no ano de 2008, houve uma ligeira redução das diferenças entre as duas populações. Mas eles afirmam que o nível da educação para os alunos árabes "ainda é muito mais baixo do que para os alunos judeus".
Segundo os pesquisadores, em 2008 houve uma melhora significativa no número de crianças árabes, na faixa etária de 3-4 anos, que foram integradas no sistema de Educação.
Porem, a ONG adverte que houve uma piora significativa no número de alunos árabes que conseguem obter o diploma de conclusão dos estudos secundários, de 49% em 2007 para 32% em 2008.
Tendencioso
O diretor-geral do ministério do Bem Estar Social, Nahum Itzkovitz, afirmou que "o relatório da Sikui é tendencioso e apresenta dados incorretos".
"O governo vem fazendo esforços para reduzir as diferenças entre as duas populações e elas estão diminuindo", disse Itzkovitz à rádio estatal israelense.
"Recentemente aumentamos o numero de assistentes sociais para atender a população árabe", acrescentou.
Segundo o advogado Ali Haider, diretor da Sikui, os dados indicam que durante muitos anos os governos de Israel "ignoraram as necessidades da população árabe".
Fonte: Folha Online - http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u655180.shtml
domingo, 8 de novembro de 2009
Habitação pública? Não se seu parceiro é palestino.
| Public housing? Not if your partner is Palestinian | |
| By Dana Weiler-Polack |
sábado, 23 de maio de 2009
Maioria de não-judeus em Jerusalém vivem abaixo da linha da pobreza
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Israel usa quatro vezes mais água do que a Palestina
domingo, 25 de janeiro de 2009
Número de Árabes-Israelenses abaixo da linha da pobreza é de 50.1% em 2008
Tel Aviv, 25 de Janeiro de 2009 (WAFA) - O Jornal diário de Israel, Haaretz, citou um relatório mostrando que o total de árabes-israelenses vivendo em Israel abaixo da linha de pobreza caiu de 51.4% na segunda metade de 2007 para 50.1% na primeira metade de 2008.
Comentando os dados, o Dr. Shlomo Swirski, diretor acadêmico do Centro Adva, uma organização de análise política não-partidária, disse ao Haaretz: "Quando metade da população árabe ainda vive abaixo da linha de pobreza, isto é uma vergonha nacional e é difícil ver estes dados com orgulho de alguma suposta melhoria."
O relatório de pobreza semi-anual publicado pelo Instituto de Segurança Social também mostrou um declínio na porcentagem de cidadãos israelenses idosos vivendo abaixo da linha de pobreza, de 22.6% no fim de 2007 para 22.2% no começo de 2008.
Enquanto o número de famílias abaixo da linha de pobreza no centro de Israel caiu entre a população judaica, o relatório adicionou que aumentou entre os árabes de ambas as regiões e no sul. Em Haifa e no Norte, no entanto, o número de judeus abaixo da linha de pobreza aumentou, enquanto o de árabes diminuiu.
O relatório disse que 418.000 famílias estavam vivendo abaixo da linha de pobreza, representando 1.63 milhões de pessoas, sendo 777.400 crianças.
The percentage of unemployed poor families rose in relation to the previous report for 2007, from 69% to 71.4%. however, the percentage of working poor also rose: Families with two or more breadwinners living below the poverty line increased from 21.3% to 23.6%, and became poorer by a rate of 7 to 10%.
A porcentagem de famílias pobres desempregadas aumento em relação ao relatório anterior para 2007, de 69% para 71.4%. No entanto, a porcentagem de pobres trabalhando também aumentou: famílias com dois ou mais daqueles que sustentam a casa vivendo abaixo da linha de pobreza aumentou de 21.3% para 23.6% e se tornaram mais pobres de 7% para 10%.