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domingo, 8 de novembro de 2009

Habitação pública? Não se seu parceiro é palestino.


Public housing? Not if your partner is Palestinian
By Dana Weiler-Polack

Obtaining public housing in Israel is no easy task. Now it appears that obtaining public housing when one spouse is a resident of the territories is impossible, thanks to the policy whereby mixed families are completely ineligible for public housing, regardless of their financial situation.


Habitação pública? Não se seu parceiro é palestino.

Obter uma chance no sistema de habitação pública não é tarefa fácil em Israel. Agora, é impossível obter uma casa financiada pelo governo israelense quando um dos esposos é um residente dos territórios, graças à política em que famílias "misturadas" são completamente inelegíveis ao programa, independentemente de sua situação financeira.

Fonte: Haaretz

sábado, 10 de janeiro de 2009

Fonte: Haaretz
Tamara Traubmann, correspondente do Haaretz (Tradução livre)
Somente 16 estudantes árabes foram aceitos este ano para a escola de medicina na Universidade Hebraica, comparado com 55 em 2005, uma queda de 70%. A turma costuma ter 100 estudantes.A razão aparente é a mudança no sistema de ingresso, que agora passa por entrevistas individuais e uma etapa que implica em interpretação.O deputado Ahmed Tibi (Partido Árabe Unido) no parlamento de Israel, ele próprio graduado nesta instituição, declarou que o novo sistema é culturalmente dependente e se baseia em critérios estritamente compreensíveis para judeus ortodoxos, ignorando "aqueles com culturas e valores diferentes dos examinadores".A Universidade declarou que o novo sistema busca "desenvolver a composição dos estudantes que são aceitos" (seja lá o que isto venha a significar!).O novo método, além da matrículo e exames psicológicos e entrevistas pessoais, inclui uma longa sessão que examina a biografia do candidato e sua habilidade de lidar com situações estimuladas e dilemas morais enfrentados pelos médicos.O objetivo é "aceitar não apenas estudantes com boas notas, mas que possuam as características pessoais e psicológicas necessárias para futuros médicos", afirmou a Universidade.Sistema similar de ingresso foi adotado há dois anos na Universidade de Tel-Aviv e o Instituto Técnico de Israel, em Haifa, pretende adotar o novo modelo ainda este ano.Ahmed Abdel-Hadi, de Jaljuliya iniciou seus estudos em Amman este ano, suas notas permitiriam que fosse aceito em Jerusalém, mas com o novo sistema, ele foi reprovado."As questões são formuladas para estudantes judeus. Eles questionam sobre problemas morais e como resolvê-los. Claramente, um judeu que tenha servido ao exército terá algo a dizer, mas nís, estudantes egressos do ensino médio, não sabemos nada sobre dilemas morais." - ele falou em entrevista da Jordânia.

Há um novo dilema moral para o regime de apartheid promovido pela etnocracia de Israel: árabes não podem servir às Forças Armadas e, deste modo, sofrem uma série de restrições que incluem a proibição de se obter empréstimos bancários ou ocupar cargos de funcionários públicos e agora serão impedidos de acessar a Universidade.A Universidade Hebraica, em resposta, afirmou que os estudantes árabes falham por não terem maturidade emocional suficiente para o estágio de suas vidas.O presidente da União de Estudantes Árabes em Israel, Fadi Abu Yunes, acredita que é um novo mecanismo de filtrar e impedir o ingresso de estudantes árabes."É uma agenda política que vem sendo inserida via academia", ele disse.

Separados e desiguais

Separate and unequal
By Haim Yacobi
The term "mixed cities" is often perceived as pertaining to an idyllic image of a shared urban space. But it's a misleading idiom, as it hides from the Israeli public the extent of segregation and poverty experienced by Arab citizens living in cities such as Acre, Lod, Haifa and Ramle, where they constitute between 20 and 30 percent of the population. (...) This status is not coincidental, evolutional or neutral: It is the product of intentional policy, mostly implicit but occasionally explicit, operating according to ethno-national logic. Its main objective has and continues to be maintenance of the demographic dominance of the Jewish majority over the Arab minority in mixed cities. It is in this light that the violence of recent days in Acre should be viewed.
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Separados e desiguais. 17/10/2008 Por Haim Yacobi (Cientista Político, Universidade de Ben Gurion)
O termo cidades mistas é geralmente entendido como uma imagem idílica do espaço urbano sendo compartilhado. Mas é um termo inapropriado e oculta do publico israelense a extensão da pobreza e segregação que sofrem os cidadãos árabes de cidades como Acre, Lod, Haifa e Ramle, aonde constituem entre 20 e 30% da população. (...) Este status [de pobreza] não é incidental, acaso ou neutro: é um produto de uma política intencional, operando, implicitamente e as vezes explicitamente, de acordo com uma lógica etno-nacional. Seu objetivo principal é a manutenção da dominação demográfica de Judeus sobre minorias árabes nas cidades mistas. É sob a luz disto que a violência nos recentes dias em Acre deve ser vista.

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1029370.html
Professor Avi Shlaim (Universidade de Oxford) declarou em Londres recentemente (novembro de 2008) que os "assentamentos tornaram Israel em um Estado que pratica Apartheid" (Settlements turned Israel into apartheid state)http://www.haaretz.com/hasen/spages/1039411.html

A Ocupação está se tornando um Apartheid

A Ocupação está se tornando um Apartheid - 03/10/2007

Editorial do Haaretz - A Ocupação está se tornando uma Política de Apartheid (link) - Aonde está a Ocupação? (título) http://www.haaretz.com/hasen/spages/909327.html

Os territórios ocupados e os palestinos que lá vivem estão, lentamente, se tornando realidades virtuais, distantes do coração e dos olhares. Trabalhadores palestinos desapareceram de nossas ruas. Israelenses não mais entram em cidades palestinas para compras. Há uma nova geração em ambos os lados que não se conhecem. Até mesmo os colonos-assentados não mais conhecem palestinos em razão de sistemas de estradas distintos entre as duas populações; um é livre e rápido, o outro, bloqueado e precário. Enquanto os políticos argumentam estar dividindo a terra entre dois povos, o povo permanece apático. O povo sente que a divisão já aconteceu. O abandono militar de Gaza [2000], a evacuação de Gush Katif, a construção da barreira de separação [o muro do Apartheid], - o problema foi solucionado para nossa satisfação. Os assentados estão conduzindo a política de colonização por conta própria, tomando novas áreas, expandindo assentamentos, tudo para assegurar uma permanência. Eles já estão satisfeitos com o status quo mantido pelo Shin Bet [Serviço Secreto] Serviço de Segurança e pelas Forças Armadas.A separação de fato é hoje mais similar ao apartheid do que um regime de ocupação em decorrência da constância. Um lado – determinado pelo critério nacional e não associação geográfica – inclui pessoas com direitos de escolher e liberdade de locomoção, combinados com uma economia crescente. Do outro lado, pessoas trancadas atrás de muros que circundam suas comunidades, sem direito ao voto, privados do direito de ir e vir e sem possibilidades de planejar seu futuro. O distanciamento econômico está se aprofundando ainda mais com a crescente importação de trabalhadores da China e Romênia. O medo de ataques terroristas transformou trabalhadores palestinos em indesejáveis.

Vem crescendo relatórios que apontam a “evolução” da ocupação. Dezesseis pontos de controle entre a Cisjordânia e Israel agora são controlado por civis ao invés de militares. Diante disto, constata-se um ato de normalização, idêntica a situação de fronteiras internacionais. Mas neste caso, apenas um dos Estados existe. Na ausência de acordos sobre fronteiras, limites de segurança que Israel estabeleceu unilateralmente. Os frustrados e assustados soldados revistando cada palestino agora foram substituídos por agentes contratados diretamente pelo Ministério da Defesa.Seu trabalho é verificar as pessoas portando permissões; em outras palavras, civis, sob autorização do Serviço Secreto, que tem entrada permitida em Israel. Os pontos e postos de controle estão sob sofisticados mecanismos de vigilância, quase sem contato humano, em reforçadas estruturas a prova de explosão. O novo método evitou problemas às Forças Armadas mas desenvolveu o distanciamento. O contato entre soldados e palestinos, precisamente pelo seu caráter traumático, dirigia israelenses e palestinos a buscarem uma solução política. As histórias que os soldados traziam para casa alimentavam o debate público. Agora, os soldados estão estacionados nas rodovias na Cisjordânia e há menos tensionamento. Então, o discurso foi também minimizado.Pode esta situação continuar indefinidamente? Quanto menos israelenses verem a ocupação mais fácil será ignorá-la. Em setembro, 33 palestinos e um soldado israelense foram mortos em operações militares contra os foguetes Qassam. Apenas na próxima intifada, ou quando mísseis forem atirados da Cisjordânia contra Israel, que nós nos lembraremos novamente que somos uma força de ocupação.