terça-feira, 14 de setembro de 2010
"Assentamentos/Colonos [de judeus-sionistas] recebem mais recursos que outros israelenses"
sexta-feira, 26 de março de 2010
Levantamento inédito revela 57 mil imóveis israelenses na Cisjordânia
Um levantamento inédito realizado por um instituto de pesquisa israelense revela que há pelo menos 57.309 imóveis de colonos ou do governo israelenses nos territórios palestinos ocupados na Cisjordânia.
São 32.711 apartamentos, 22.997 casas, 187 shopping centers, 127 sinagogas, 717 instalações industriais, 15 salões de festas, 344 jardins de infância e 211 escolas.
| Instituto Macro |
| Levantamento mostra que há pelo menos 57.309 imóveis de colonos ou do governo israelenses em território na Cisjordânia ocupada |
Cerca de 500 mil cidadãos israelenses moram em assentamentos nos territórios ocupados, 300 mil deles na Cisjordânia e 200 mil em Jerusalém Oriental, que não foi mapeada.
A pesquisa foi realizada pela instituto de economia política Macro, que usou imagens de satélite pra registrar todos os assentamentos.
Custos
De acordo com o instituto, o custo direto da construção dos assentamentos para o governo de Israel foi de cerca de US$ 17 bilhões --valor que não inclui os gastos com a segurança dos complexos.
De acordo com o diretor do instituto, Robi Nathanson, "a maioria dos assentamentos é atrativa para os israelenses por razões econômicas".
Em entrevista ao site de noticias do jornal "Yediot Ahronot", Nathanson afirmou que "os governos de Israel criaram condições confortáveis para a colonização na Cisjordânia".
Nathanson explicou que os preços dos imóveis na Cisjordânia são "especialmente baixos", e os colonos desfrutam de "vias de acesso confortáveis para as grandes cidades (de Israel) que lhes possibilitam trabalhar dentro das fronteiras do Estado de Israel".
Um apartamento no grande bloco de assentamentos de Gush Etzion, a apenas 15 minutos de Jerusalém, pode custar menos de um quarto de preço de um apartamento semelhante na cidade.
A razão para o custo bem mais baixo dos imóveis nesses locais é o valor do terreno --que é considerado o componente mais caro no custo dos imóveis em Israel, pela alta densidade populacional.
Outra razão para o preço baixo são os amplos subsídios dados pelo governo israelense à construção na Cisjordânia, como parte de uma política de estímulo para que os cidadãos israelenses se mudem para lá.
As estradas asfaltadas que servem os colonos cobrem uma área de 1,02 milhão de metros quadrados.
Barreira
| Instituto Macro |
| Entre os imóveis estão 32.711 apartamentos, 22.997 casas, 187 shopping, 127 sinagogas, 717 instalações industriais e 15 salões |
Os pesquisadores também afirmam que, desde 2004, o governo de Israel passou a dar preferência à construção de assentamentos que ficam do lado oeste da barreira israelense na Cisjordânia, de acordo com o plano, já manifestado desde o governo do ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, de anexar esses territórios a Israel.
Nos últimos seis anos, assentamentos do lado leste da barreira receberam menos investimentos por parte do governo, pois de acordo com a avaliação das lideranças israelenses, esses territórios provavelmente serão devolvidos aos palestinos quando houver um acordo de paz.
A barreira construída por Israel na Cisjordânia, formada por muros e cercas, tem um traçado que atravessa o território palestino, anexando, na prática, cerca de 15% das terras ao lado israelense.
De acordo com o governo israelense a barreira não foi construída para anexar terras, mas sim por razões de segurança e para impedir a entrada de homens-bomba palestinos no território israelense.
O Conselho da Judeia e Samaria, principal organização que representa os colonos, acusou o instituto Macro de ser "um grupo de esquerda não-confiável".
De acordo com porta-vozes do Macro, "trata-se de um instituto acadêmico, apolítico e independente".
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Colonos judeus-israelenses atacam o Exército (de Israel!)
Um soldado e dois policias de fronteira foram feridos na Cisjordânia (Palestina Ocupada) na quarta-feira (18.fev.2010) quando colonos judeus-israelenses confundiram as operações de exercício militares com uma tentativa de removê-los de onde ilegalmente ocupam.
Cerca de trinta jovens colonos atacaram os soldados e forças policiais com pedras – aparentemente temendo as recentes tentativas de remoção de colônias mais profundas dos territórios palestinos.
A turba furou os pneus dos veículos militares e bloqueou a entrada do assentamento, impedindo que os militares deixassem a localidade.
O exército israelense (de ocupação) condenou o ataque.
Fonte: Haaretz - http://www.haaretz.com/hasen/spages/1150499.html
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Prefeito de Jerusalém diz que críticas não frearão as construções
O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, disse ontem (30) que as críticas dos Estados Unidos não terão nenhum impacto na ordem para construir novas casas na parte oriental da cidade. Para o prefeito, a exigência de que as obras parem "não seria legal em nenhum país do mundo".
Recentemente, o Ministério de Habitação de Israel lançou licitação pública para a construção de 700 casas para colonos na parte oriental da cidade, ocupada em 1967 na Guerra dos Seis Dias e anexada posteriormente por Israel, que considera a cidade "indivisível". Em novembro, Israel já havia anunciado a construção de 900 casas em Gilo, ao sul de Jerusalém.
Foi em visita a Gilo, acompanhado do jornal israelense "Ha'aretz", que o prefeito falou sobre a suposta inocuidade da exigência americana.
Para os EUA e boa parte da comunidade internacional, a expansão de colônias judaicas em territórios palestinos ocupados em 1967 é um dos principais obstáculos para a retomada das negociações da paz. Os palestinos acusam Israel de buscar, com essas obras, inviabilizar a construção de um Estado palestino anexo, com Jerusalém Oriental como capital.
Cerca de 300 mil colonos vivem atualmente na Cisjordânia, além de 180 mil judeus israelenses que vivem em Jerusalém Oriental.
Na segunda-feira (28), o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, manifestou a oposição do governo à construção de novos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, com maioria árabe. "O status de Jerusalém deve ser resolvido pelas partes diante das negociações e com o apoio da comunidade internacional", afirmou Gibbs em uma declaração por escrito.
O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, declarou no mês passado uma moratória de dez meses na construção de novas casas para colonos na Cisjordânia, mas a pausa não incluiu prédios públicos, casas cujos alicerces já foram colocados, nem Jerusalém Oriental.
domingo, 6 de setembro de 2009
Israel aprova expansão de assentamentos
06/09/2009 - 19h26
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Ministro palestino denuncia "racismo" da ocupação israelense
Genebra, 21 abr (EFE).- O ministro de Exteriores palestino, Riyad al-Maliki, denunciou hoje o "racismo" da ocupação israelense nos territórios da Cisjordânia e de Gaza e a violação da legalidade internacional.
Em seu discurso na Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU, que acontece em Genebra, Maliki condenou Israel - a quem o tempo todo se referiu como "a potência ocupante" - continue erguendo "o muro da segregação racial que separa as famílias, que separa as crianças dos colégios e os doentes dos hospitais".
Além disso, lembrou que Israel continua ampliando a colonização dos territórios ocupados com assentamentos judaicos e mudando a personalidade árabe da parte oriental de Jerusalém, que os palestinos reivindicam como capital de seu futuro Estado, sempre em violação de todas as resoluções internacionais.
Também denunciou que os israelenses seguem "saqueando" a água da Cisjordânia para dirigi-la aos assentamentos judaicos às custas dos povos palestinos.